Política

Pernambuco se despede de uma lenda da comunicação: Arijaldo Carvalho é sepultado sob comoção e homenagens

Com quase 50 anos de trajetória, comunicador deixa legado histórico e uma lacuna irreparável no rádio e na publicidade regional

Por Flávio José Jardim atualizado há 1 ano
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Pernambuco se despede de uma lenda da comunicação: Arijaldo Carvalho é sepultado sob comoção e homenagens

 

ari
ari (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

Foi com lágrimas nos olhos e corações apertados que Pernambuco se despediu, no último dia 31 de julho, de um de seus maiores nomes da comunicação: Arijaldo Carvalho, sepultado às 17h30 no Cemitério Parque dos Arcos, em Caruaru, após um velório comovente iniciado às 12h30. Aos 71 anos, o radialista, empresário e estrategista da publicidade partiu após meses internado no Hospital da Unimed, onde faleceu na manhã daquela mesma quinta-feira. A notícia foi recebida com choque, tristeza e uma onda de homenagens por todo o estado.

 

Natural de Vitória de Santo Antão, Arijaldo construiu uma carreira admirável, marcada por ousadia, inteligência e uma paixão inabalável pelo rádio. Foram 19 anos à frente da Rádio Jornal Caruaru, onde alavancou o alcance da emissora no Agreste e moldou uma nova forma de fazer jornalismo regional. Antes disso, já somava 23 anos no grupo Diário Associados, além de ter integrado a Rede Som Zoom Sat e fundado a prestigiada Revista Movimentto, verdadeira vitrine da publicidade e da cultura do interior.

 

Figura respeitada nos bastidores e nos microfones, Arijaldo não era apenas um comunicador — era um arquiteto da informação. Seu trabalho estratégico na área comercial, sua visão inovadora e sua capacidade de criar parcerias sólidas tornaram-no uma referência obrigatória para qualquer profissional da comunicação. Ele ajudou a construir o mercado publicitário de Pernambuco, com um olhar sempre voltado ao fortalecimento dos veículos regionais.

 

A comoção foi geral. Nas redes sociais, colegas de profissão, artistas, políticos e ouvintes encheram os perfis com mensagens de carinho e gratidão. Na Rádio Itapuama FM, onde Arijaldo concedeu sua última entrevista pública no final de julho, a equipe emitiu uma nota de pesar e destacou sua participação no programa De Primeira Categoria, quando falou sobre o Fórum de Líderes Associativistas de Arcoverde, demonstrando que, mesmo nos últimos dias de vida, sua mente seguia ativa, propositiva e generosa.

 

A morte de Arijaldo encerra uma era — e ao mesmo tempo, eterniza um nome que se confunde com a própria história da comunicação no interior do estado. Sua presença nos bastidores de campanhas, programas, veículos e eventos era discreta, mas fundamental. “Arijaldo era o maestro que nunca quis estar na capa, mas sem ele a orquestra não tocava”, comentou um dos colegas mais próximos durante o sepultamento, que reuniu figuras conhecidas da imprensa e emocionou familiares e amigos.

 

Agora, o silêncio que paira nos estúdios onde Arijaldo trabalhou é profundo, mas repleto de eco. O eco de uma voz que não se apagará, de ideias que continuam inspirando e de uma trajetória que se transformou em legado. Pernambuco perde um mestre, mas a história o transforma em monumento. Vá em paz, Arijaldo. O rádio chora, mas a memória agradece.

 

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ari (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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arijaldo
arijaldo (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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