PESQUEIRA | Santuário Monte da Graça é Alvo de Vandalismo Novamente
Símbolo de fé e paz, o alto do Cruzeiro de Pesqueira sofre com ataques criminosos: "A fé está sendo ferida", dizem devotos
Por Da Redação
atualizado há 1 ano
Publicado em
PESQUEIRA (PE) - Mais uma vez, o Santuário Monte da Graça, localizado no alto do Cruzeiro de Pesqueira, acordou com as marcas de uma nova ferida. O que deveria ser um espaço de oração, contemplação e paz, vem sendo transformado, aos poucos, em alvo de atos de violência e desrespeito. Nesta segunda-feira, 21 de julho, pessoas encontraram um dos quiosques do local violado, com sinais claros de arrombamento e possível furto.
A cena chocou a comunidade católica e moradores do município. De acordo com frequentadores, o quiosque estava com uma das portas danificada e objetos fora do lugar. A suspeita é de que a ação tenha ocorrido durante a madrugada, aproveitando a escuridão e a ausência de vigilância no local. O sentimento é de revolta, tristeza e impotência diante da sucessão de ataques.
Há pouco mais de 10 dias, outro atentado à fé deixou a cidade perplexa: imagens do presépio que embeleza o Monte da Graça foram brutalmente destruídas. Além disso, parte da fiação elétrica foi danificada, comprometendo a iluminação noturna do santuário, que é tradicionalmente ponto de visitação espiritual e turística.
Para os fiéis, o Monte representa mais que um monumento religioso. É um santuário da fé pesqueirense, um refúgio de oração e promessas, um símbolo que atravessa gerações. “Ver o santuário ser alvo de depredação é como se estivessem quebrando nossa alma. A fé está sendo ferida”, desabafou uma fiel.
JOÃO DA BOMBONIERE
Diante da crescente insegurança, o administrador do Santuário, João da Bomboniere — também empresário local —, será recebido pelo prefeito de Pesqueira, Marcos Xukuru, nesta terça-feira (22), às 9h30 da manhã. O encontro, que acontecerá na sede da prefeitura, tem como objetivo traçar medidas urgentes para proteger o espaço sagrado.
Entre as propostas que devem entrar em discussão estão a instalação de câmeras de segurança, iluminação reforçada, guarda patrimonial e parcerias com forças policiais para patrulhamento frequente.
Enquanto as providências não chegam, o temor permanece. O local é sinônimo de silêncio e elevação espiritual, mas por duas vezes em menos de 15 dias é alvo de ataques. Segundo fiéis, não se pode permitir que a fé de um povo seja destruída em silêncio. É hora de agir. Com urgência, com coragem, e com amor.
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