PF AGUARDA EXPLICAÇÕES SOBRE SOLTURA DE RAMAGEM NOS EUA APÓS PRISÃO POR QUESTÕES MIGRATÓRIAS
A soltura de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos abriu um novo capítulo de tensão e incerteza para as autoridades brasileiras. Preso na segunda-feira (13) em Orlando, na Flórida, por questões migratórias, o ex-deputado federal foi liberado na quarta-feira (15), mas até agora o motivo da liberação não foi oficialmente informado à Polícia Federal.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 mês
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Segundo as informações apuradas, Ramagem havia sido levado para um centro de detenção no Condado de Orange, onde permaneceu em cela separada. A saída dele do sistema de custódia surpreendeu as autoridades brasileiras, já que havia expectativa no governo federal de que ele continuasse preso enquanto avançavam as tratativas sobre sua situação e uma possível vinda ao Brasil.
A Polícia Federal afirma que ainda aguarda esclarecimentos formais sobre o que levou à soltura. A liberação foi confirmada pela polícia local, que informou que Ramagem deixou a custódia às 14h52 no horário local, 15h52 em Brasília. Mesmo assim, o caso segue cercado de dúvidas e alimenta um clima de pressão sobre os próximos passos da cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
Condenado a 16 anos de prisão no caso da trama golpista, Ramagem é apontado pelo Supremo Tribunal Federal como alguém que instrumentalizou a Abin na tentativa de facilitar a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. Além disso, as autoridades brasileiras o consideram foragido, o que amplia ainda mais o peso político e jurídico da sua situação fora do país.
Antes da soltura, autoridades brasileiras preparavam um relatório com documentos e informações para tentar acelerar o processo de deportação. O material seria entregue ao órgão americano responsável por casos ligados a violações das leis de imigração. A estratégia também buscava impedir a concessão de asilo político, que já foi solicitado por Ramagem.
Outro ponto grave revelado pela investigação é a forma como Ramagem deixou o Brasil. Segundo a Polícia Federal, ele saiu do país por Roraima, entrou clandestinamente na Guiana de carro e depois seguiu até Georgetown, de onde embarcou para os Estados Unidos. O documento em preparação ainda aponta que essa saída teria ocorrido com apoio de uma organização criminosa envolvida com garimpo ilegal, tornando o caso ainda mais explosivo e mantendo as autoridades brasileiras em alerta máximo.
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