Preso com tornozeleira eletrônica tenta invadir casa da ex e acaba capturado dentro de cisterna, em Pesqueira
Homem é reincidente em violência doméstica e já possuía medida protetiva. Polícia agiu rápido e prendeu o agressor em flagrante
Por Flávio José Jardim
atualizado há 10 meses
Publicado em
Era para ser apenas mais uma madrugada silenciosa em Pesqueira. Mas, por volta da 01h30 do domingo (13), o terror bateu à porta de uma mulher que vive sob a sombra de um passado violento. Seu ex-companheiro, um ex-presidiário que usa tornozeleira eletrônica e já foi condenado por estupro, tentava invadir sua casa mais uma vez. A cena que se desenrolou parece roteiro de filme policial, mas foi brutalmente real.
Acionada com urgência, a equipe da GT Rural da Polícia Militar agiu com precisão. Ao perceber a chegada dos policiais, o homem fugiu desesperadamente e tentou se esconder dentro de uma cisterna próxima à casa da vítima. Mas a tentativa de se camuflar nas trevas foi frustrada. Em poucos minutos, foi localizado, detido e levado à Delegacia de Plantão, onde foi autuado em flagrante por desrespeitar medida protetiva e reincidir em crime de violência doméstica.
O histórico do acusado é aterrorizante. Além das acusações anteriores, ele já cumpriu pena por estupro e violência doméstica. Mesmo com tornozeleira, não hesitou em violar a lei novamente, levando pânico à ex-companheira. A mulher, em estado de choque, relatou que as ameaças são constantes e que vive com medo, mesmo com proteção judicial.
O caso lança luz sobre uma triste realidade: a violência doméstica não termina quando o relacionamento acaba. Muitas vezes, ela continua, travestida de perseguição, ameaças e tentativas de invasão, como neste caso que por pouco não termina em tragédia. A coragem da vítima em denunciar e a agilidade da PM foram determinantes para que o pior fosse evitado.
A prisão do agressor é um alívio momentâneo, mas revela o desafio permanente da rede de proteção às mulheres. Medidas protetivas precisam ser acompanhadas de monitoramento efetivo e ações imediatas. A tornozeleira eletrônica, que deveria coibir, não impediu a tentativa de invasão — uma falha que pode custar vidas.
A sociedade clama por justiça e por políticas públicas que garantam, de fato, a segurança das mulheres. Que esse caso sirva de alerta e que a vítima, assim como tantas outras, possa finalmente dormir em paz. O recado da polícia foi claro: em Pesqueira, quem ameaça mulher vai preso — mesmo que seja dentro de uma cisterna.
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