Preso com tornozeleira eletrônica tenta invadir casa da ex e acaba capturado dentro de cisterna, em Pesqueira
Homem é reincidente em violência doméstica e já possuía medida protetiva. Polícia agiu rápido e prendeu o agressor em flagrante
Por Flávio José Jardim
atualizado há 5 meses
Publicado em
Era para ser apenas mais uma madrugada silenciosa em Pesqueira. Mas, por volta da 01h30 do domingo (13), o terror bateu à porta de uma mulher que vive sob a sombra de um passado violento. Seu ex-companheiro, um ex-presidiário que usa tornozeleira eletrônica e já foi condenado por estupro, tentava invadir sua casa mais uma vez. A cena que se desenrolou parece roteiro de filme policial, mas foi brutalmente real.
Acionada com urgência, a equipe da GT Rural da Polícia Militar agiu com precisão. Ao perceber a chegada dos policiais, o homem fugiu desesperadamente e tentou se esconder dentro de uma cisterna próxima à casa da vítima. Mas a tentativa de se camuflar nas trevas foi frustrada. Em poucos minutos, foi localizado, detido e levado à Delegacia de Plantão, onde foi autuado em flagrante por desrespeitar medida protetiva e reincidir em crime de violência doméstica.
O histórico do acusado é aterrorizante. Além das acusações anteriores, ele já cumpriu pena por estupro e violência doméstica. Mesmo com tornozeleira, não hesitou em violar a lei novamente, levando pânico à ex-companheira. A mulher, em estado de choque, relatou que as ameaças são constantes e que vive com medo, mesmo com proteção judicial.
O caso lança luz sobre uma triste realidade: a violência doméstica não termina quando o relacionamento acaba. Muitas vezes, ela continua, travestida de perseguição, ameaças e tentativas de invasão, como neste caso que por pouco não termina em tragédia. A coragem da vítima em denunciar e a agilidade da PM foram determinantes para que o pior fosse evitado.
A prisão do agressor é um alívio momentâneo, mas revela o desafio permanente da rede de proteção às mulheres. Medidas protetivas precisam ser acompanhadas de monitoramento efetivo e ações imediatas. A tornozeleira eletrônica, que deveria coibir, não impediu a tentativa de invasão — uma falha que pode custar vidas.
A sociedade clama por justiça e por políticas públicas que garantam, de fato, a segurança das mulheres. Que esse caso sirva de alerta e que a vítima, assim como tantas outras, possa finalmente dormir em paz. O recado da polícia foi claro: em Pesqueira, quem ameaça mulher vai preso — mesmo que seja dentro de uma cisterna.
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