Política

PRISÕES NO CASO EZINHO GERAM REAÇÃO DA DEFESA DOS INVESTIGADOS

Advogados contestam decretos de prisão preventiva e afirmam que acusados colaboraram integralmente com as investigações sobre o assassinato do vereador de Alagoinha

Por Flávio José Jardim atualizado há 3 horas
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PRISÕES NO CASO EZINHO GERAM REAÇÃO DA DEFESA DOS INVESTIGADOS

A decretação das prisões preventivas de Marcos André dos Santos e Roseny Patrícia de Morais Silva, investigados no inquérito que apura o homicídio do vereador Ezinho, em Alagoinha, provocou uma imediata manifestação da defesa dos acusados. Em nota encaminhada à imprensa, o escritório Fábio Carvalho Advogados Associados classificou a decisão judicial como surpreendente e afirmou que a medida cautelar é desnecessária diante dos elementos reunidos durante a investigação.


Segundo os advogados, os dois investigados permaneceram à disposição das autoridades desde o início das apurações, colaborando com os órgãos responsáveis pela condução do caso e atendendo às solicitações realizadas no decorrer da investigação. A defesa sustenta que não houve qualquer comportamento que pudesse comprometer a coleta de provas ou dificultar o trabalho policial.


Na manifestação pública, os representantes jurídicos destacam que Marcos André dos Santos e Roseny Patrícia de Morais Silva não tentaram se ocultar, fugir da aplicação da lei ou exercer qualquer tipo de influência sobre testemunhas. Para a defesa, a trajetória dos investigados durante todo o procedimento investigatório demonstra respeito às instituições e disposição para contribuir com o esclarecimento dos fatos.


Os advogados argumentam ainda que a prisão preventiva deve ser aplicada apenas em situações excepcionais, quando existirem elementos concretos capazes de justificar a restrição da liberdade antes de uma eventual condenação. Na avaliação da defesa, os requisitos previstos na legislação para a manutenção da custódia cautelar não estariam devidamente demonstrados no caso em questão.


A nota também ressalta que a decretação da prisão preventiva não representa reconhecimento de culpa e tampouco significa condenação antecipada. Os defensores enfatizam que a Constituição Federal assegura a todos os cidadãos o princípio da presunção de inocência, garantia fundamental que deve ser observada durante toda a tramitação do processo criminal.


Por fim, o escritório Fábio Carvalho Advogados Associados informou que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para buscar a revogação das prisões decretadas. A defesa reafirma a inocência de Marcos André dos Santos e Roseny Patrícia de Morais Silva, afirmando estar convicta de que o andamento das investigações e a futura análise do processo demonstrarão a ausência de participação dos investigados no crime que vitimou o vereador Ezinho, caso que continua repercutindo em Pernambuco e mobilizando a atenção das autoridades policiais e da sociedade.

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