Política

QUANDO A ESCOLA VIRA POESIA: PRIMEIRO SARAU DA EJA TRANSFORMA A BERNADETE MIRANDA EM PALCO DE ARTE E EMOÇÃO

Uma noite de versos, música, dança e encontros que mostrou que nunca é tarde para aprender, criar e fazer cultura

Por Flávio José Jardim atualizado há 8 horas
Publicado em

QUANDO A ESCOLA VIRA POESIA: PRIMEIRO SARAU DA EJA TRANSFORMA A BERNADETE MIRANDA EM PALCO DE ARTE E EMOÇÃO
Sarau
Sarau

“Sejam todos bem-vindos A este encontro encantado, Onde a palavra floresce Em verso bem declamado. Na Bernadete Miranda, Nosso sonho é celebrado!”

PESQUEIRA (PE) - Foi assim, entre versos, sorrisos, aplausos e muita emoção, que a Escola Municipal Professora Bernadete Brito Miranda viveu, na noite desta quarta-feira (26), um momento especial com a realização do Primeiro Sarau da EJA. O encontro transformou a escola em um verdadeiro palco cultural, reunindo estudantes, professores, gestores, artistas e convidados em uma celebração da educação, da poesia e da identidade cultural. Mais do que uma atividade escolar, o sarau nasceu como uma experiência de encontro, expressão e valorização de talentos.

A palavra ganhou voz e a cultura ganhou espaço

“Hoje a rima ganha vida, A poesia tem lugar, Tem a força do cordel E vontade de cantar. Pois quem planta belas palavras Faz a esperança brotar!”

Organizado pela Coordenação da Educação de Jovens e Adultos (EJA), em parceria com os professores das turmas, o evento proporcionou aos estudantes a oportunidade de ocupar o centro da cena. Houve declamações de poemas, apresentações musicais, danças e homenagens, em uma programação construída com dedicação e sensibilidade. Cada apresentação carregou um pouco da história, dos sonhos e da criatividade daqueles que encontraram na escola não apenas um espaço de aprendizagem, mas também um lugar para se expressar.

A noite também ganhou ainda mais brilho com a presença do secretário de Educação, Danilo Ramon, do diretor Sérgio Barros e das coordenadoras da Bernadete Miranda. A cultura local esteve representada por integrantes da Academia Pesqueirense de Letras e Artes (APLA), entre eles Ana Paula Lima, além da poetisa Andreia Galvão e do poeta Diosmam. A participação de artistas e representantes da literatura reforçou a conexão entre escola, comunidade e produção cultural.

sarau
sarau

Quando diferentes escolas se encontram, a educação se multiplica

O Primeiro Sarau da EJA também foi marcado pela integração com outras instituições de ensino. Estiveram presentes alunos e representantes da gestão da Escola Maria de Lourdes e da Escola Marcelino Xavier, com a participação da gestora Edileuza. O encontro criou uma grande roda de convivência, em que experiências, talentos e manifestações artísticas puderam se encontrar. E quando a escola abre suas portas para a cultura, ela também abre caminhos para novas amizades, novas ideias e novas possibilidades.

“Que venha a voz do estudante, Do poeta e do leitor, Que cada verso espalhe Conhecimento e valor. O nosso sarau começa Com poesia, arte e amor!”

A força do evento esteve justamente em reconhecer que a educação também acontece quando o estudante canta, dança, declama, interpreta e conta sua própria história. Na EJA, onde tantos caminhos de vida se cruzam, a arte ganhou uma dimensão ainda mais bonita: tornou-se instrumento de pertencimento e de autoestima. Cada aplauso recebido durante a noite simbolizou o reconhecimento de que todo estudante tem uma história para contar e uma voz que merece ser ouvida.

Educação que ensina, cultura que transforma

O sarau reafirmou ainda uma concepção de educação que ultrapassa os limites da sala de aula. Ao incentivar manifestações artísticas e aproximar os estudantes dos poetas, escritores e fazedores de cultura, a iniciativa fortalece a produção cultural local e cria oportunidades para que novos talentos sejam descobertos. É a escola cumprindo também seu papel de preservar memórias, estimular sonhos e formar cidadãos conscientes de sua própria identidade.

A realização do Primeiro Sarau da EJA da Escola Municipal Professora Bernadete Brito Miranda representa, portanto, um capítulo especial na história da instituição. Uma noite em que a educação encontrou a poesia, a poesia encontrou a música, a música encontrou a dança e todos encontraram a emoção. Uma noite para lembrar que aprender também é criar, criar também é transformar e transformar começa quando alguém acredita que sua voz pode fazer diferença.

E ficou no ar a certeza de que aquele foi apenas o primeiro sarau. Porque quando a palavra encontra espaço, ela não termina no último verso. Ela permanece. Na memória, no coração e na vontade de fazer novamente.

sarau
sarau
sarau
sarau
sarau
sarau

Você precisa estar logado para comentar. Por favor, faça login ou crie a sua conta.

Ainda não há comentários para esta notícia. Seja o primeiro a comentar!

Veja também