SINDSEMP-PE REAGE A REMOÇÃO DE SERVIDOR E ACIONA A JUSTIÇA CONTRA DECISÃO NO MPPE
Entidade sindical afirma que retirada da lotação de analista teria ocorrido para abrir espaço a assessor de membro e anuncia ofensiva jurídica para defender os direitos da categoria
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 mês
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Uma decisão administrativa dentro do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) provocou forte reação do Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Pernambuco (SINDSEMP-PE). Segundo a entidade, uma portaria publicada no Diário Oficial do Estado, no último dia 21 de agosto, retirou a lotação de um servidor analista e determinou sua realocação para a Coordenação Administrativa. Para o sindicato, a medida teria sido adotada para abrir espaço à atuação de um assessor de membro, a pedido de um promotor de Justiça recém-chegado à instituição.
O episódio ganhou contornos jurídicos porque, de acordo com o SINDSEMP-PE, a administração teria utilizado como justificativa o entendimento de que o analista não possuiria direito à inamovibilidade, além de sustentar que os cargos de assessor seriam de livre nomeação por promotores e procuradores de Justiça. O sindicato, porém, contesta essa interpretação e afirma que a legislação aplicável aponta em outra direção, citando a Lei Complementar nº 12/1994, a Lei nº 16.768/2019 e a lógica estabelecida pela Resolução nº 02/2020, posteriormente revogada pela Resolução nº 17/2026.
Na avaliação da entidade sindical, os cargos de assessoria pertencem aos órgãos de administração e devem ser estruturados nas promotorias e procuradorias sem que isso implique a retirada ou substituição de servidores efetivos que já ocupam determinadas vagas. A discussão, portanto, ultrapassa o caso individual e coloca em evidência um debate sobre lotação, prerrogativas funcionais e os limites da administração sobre a vida profissional dos servidores do Ministério Público.
Diante da situação, o SINDSEMP-PE afirma ter oferecido assistência jurídica integral ao servidor atingido e adotado uma medida judicial para tentar reverter a decisão: um Mandado de Segurança. A entidade também declarou publicamente seu repúdio ao que considera uma remoção indevida e garantiu que permanecerá acompanhando o caso de perto. A ofensiva jurídica transforma o episódio em uma disputa que agora deverá ser analisada sob a ótica do Poder Judiciário.
Nas redes sociais, a manifestação do sindicato provocou uma onda de solidariedade e indignação entre servidores e seguidores. Comentários classificaram a situação como “absurda” e cobraram atenção para o tratamento dado aos servidores, enquanto outros defenderam maior vigilância sobre comissionados e terceirizados. O SINDSEMP-PE, por sua vez, resumiu sua posição em uma frase que sintetiza o tom da mobilização: “Somos sujeitos de direitos, não somos coisas.” O caso agora aguarda os próximos capítulos na Justiça, enquanto a entidade promete manter a categoria mobilizada em defesa de seus direitos.
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