Política

STF ESCANCARA ESCÂNDALO: Prefeitos afastados e deputado investigado por desvio milionário

Operação Overclean escancara esquema de corrupção com emendas parlamentares; PF desmantela rede que envolvia prefeitos, ex-prefeito e até assessores de deputado federal

Por Flávio José Jardim atualizado há 10 meses
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STF ESCANCARA ESCÂNDALO: Prefeitos afastados e deputado investigado por desvio milionário

O interior amanheceu em choque com a deflagração da quarta fase da Operação Overclean, um verdadeiro terremoto político que afastou dois prefeitos acusados de desviar emendas parlamentares. O Supremo Tribunal Federal, através do ministro Nunes Marques, autorizou a ofensiva que atingiu em cheio os gabinetes dos prefeitos de Ibipitanga e Boquira, além de um ex-prefeito e um assessor ligado diretamente ao deputado federal Félix Mendonça (PDT-BA).

 

As cenas lembravam filmes de ação: agentes da Polícia Federal cumprindo mandados em Salvador, Camaçari, Boquira, Ibipitanga e Paratinga. O alvo? Um sofisticado esquema de corrupção, com direito a lavagem de dinheiro, fraudes em licitação, pagamento de propinas e o uso indevido de emendas parlamentares para enriquecer uma organização criminosa instalada dentro da administração pública.

 

Humberto Raimundo, de Ibipitanga, e Alan Machado, de Boquira, foram afastados de seus cargos por decisão do STF. Eles são acusados de participar ativamente da engrenagem criminosa que funcionava como um balcão de negócios com dinheiro público. Já o ex-prefeito de Paratinga, Marcel José, foi alvo de busca e apreensão e estaria ligado às negociações ilícitas desde 2021.

 

A cereja do bolo foi a quebra de sigilo telefônico do deputado Félix Mendonça, cuja ligação com o esquema se dá por meio de um assessor de sua “estrita confiança”. O parlamentar, em nota, disse estar surpreso com a ação, mas o tom da investigação não deixa dúvidas: as emendas tinham destino certo e interesses ainda mais certeiros.

 

Segundo os investigadores, o modus operandi era bem definido: empresas de fachada venciam licitações, recebiam verbas oriundas das emendas e devolviam parte do montante em forma de propina. O dinheiro circulava em contratos forjados, serviços não executados e uma rede que se estendia por pelo menos cinco municípios baianos.

 

A cada nova fase da Operação Overclean, mais nomes emergem do pântano da corrupção. Fontes ligadas à PF afirmam que novas prisões não estão descartadas. A presença da Receita Federal reforça a tese de que os investigados usaram laranjas, empresas fantasmas e movimentações financeiras suspeitas para ocultar os valores desviados.

 

Enquanto Ibipitanga e Boquira enfrentam o colapso político, a população exige explicações e punições exemplares. O dinheiro que deveria custear escolas, hospitais e obras públicas serviu de combustível para a máquina da corrupção, alimentada por ganância e impunidade.

 

A CNN informou que tentou contato com os citados, mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno. O que se sabe é que o estrago foi feito — e a faxina prometida pela Operação Overclean ainda está longe de terminar.

 

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