STF mantém Robinho preso em Tremembé
Ex-jogador terá de cumprir pena por estupro coletivo no Brasil
Por Flávio José Jardim
atualizado há 8 meses
Publicado em
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (29) manter o ex-jogador Robinho preso em regime fechado na Penitenciária de Tremembé, em São Paulo. A Corte formou maioria para rejeitar o pedido da defesa, que buscava suspender o cumprimento da pena aplicada pela Justiça italiana por estupro coletivo, crime ocorrido em 2013.
Relator do processo, o ministro Luiz Fux votou pela continuidade da prisão, destacando a gravidade do crime e a necessidade de cumprimento da sentença no Brasil. Foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Assim, já com seis votos favoráveis, o resultado foi definido antes mesmo da manifestação de outros ministros.
O caso ganhou novos contornos quando o ministro Gilmar Mendes pediu vistas em abril e, após meses de expectativa, votou no dia 12 de agosto pela soltura do ex-atacante. A posição, no entanto, ficou isolada diante da firme maioria pela manutenção da prisão. Foi a segunda vez que Gilmar divergiu sobre o caso, mas novamente saiu derrotado.
Robinho cumpre pena no Brasil desde março de 2024, após a homologação da sentença italiana. O ex-jogador foi condenado a nove anos de prisão, e sua transferência para o sistema prisional brasileiro gerou forte repercussão no cenário jurídico e esportivo.
A defesa ainda estuda novas medidas, mas especialistas afirmam que as chances de reversão são mínimas, uma vez que a Justiça italiana já havia esgotado todas as instâncias de recurso. O STF, por sua vez, reforçou que não cabe discutir mérito, apenas a execução da pena.
Assim, o ex-astro da Seleção Brasileira permanece em Tremembé, onde cumpre pena junto a outros detentos de grande repercussão. O brilho dos gramados deu lugar à sombra de uma cela, e o caso segue como um dos mais emblemáticos da história recente do futebol brasileiro.
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