TRAGÉDIA NA BR-232, EM SANHARÓ
Silêncio, sirenes e luto: acidente em Sanharó faz duas vítimas e comove o Agreste
Por Flávio José Jardim
atualizado há 3 meses
Publicado em
A tarde de domingo foi marcada por dor, comoção e um silêncio pesado nas proximidades da Ponte de Maniçoba, na BR-232, em Sanharó, no Agreste de Pernambuco. Um grave acidente transformou um trecho conhecido da rodovia em cenário de tragédia, interrompendo sonhos, rotinas e deixando duas famílias mergulhadas em luto profundo.
No local, ainda entre ferragens e o eco das sirenes, a primeira perda foi confirmada: Timóteo Valença, morador de Sanharó, morreu ainda na pista. Conhecido empresário, proprietário da loja MT iPhones, Timóteo era figura popular na cidade, reconhecido pelo espírito empreendedor e pela proximidade com a comunidade.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado com rapidez, mas nada pôde ser feito para salvá-lo. A notícia se espalhou rapidamente, e Sanharó parou. Amigos, clientes e conhecidos custaram a acreditar que aquele nome tão presente no dia a dia agora fazia parte das estatísticas cruéis da violência no trânsito.
Enquanto a cidade ainda tentava assimilar a primeira perda, veio a confirmação que aprofundou a dor: Célia, natural de Pesqueira, não resistiu aos graves ferimentos sofridos no mesmo acidente. Ela havia sido socorrida com vida, lutou, mas teve sua trajetória interrompida horas depois, ampliando a dimensão da tragédia.
Com a morte de Célia, o acidente passou a carregar dois nomes, duas histórias e dois lares devastados. Pesqueira também foi tomada pelo sentimento de consternação, unindo-se a Sanharó em uma corrente silenciosa de solidariedade, lágrimas e orações.
A Ponte de Maniçoba, mais uma vez, tornou-se símbolo de alerta. O trecho da BR-232, já conhecido por ocorrências graves, reforça o debate urgente sobre segurança viária, prudência e respeito à vida em uma rodovia que corta cidades, histórias e destinos.
Nas redes sociais, multiplicaram-se as mensagens de despedida, homenagens e pedidos de conforto divino. Amigos descrevem Timóteo como um homem trabalhador e visionário; familiares de Célia ressaltam sua força, sua origem simples e o amor que espalhava por onde passava.
Em meio à dor que ainda ecoa no asfalto e nos corações, ficam as orações e o clamor por mais cuidado, mais consciência e mais humanidade no trânsito. Que Deus conforte os familiares e amigos de Timóteo Valença e Célia, e que essa tragédia não seja apenas mais um número, mas um chamado à preservação da vida. 🙏
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