TRAGÉDIA NO VULCÃO: O ADEUS A JULIANA MARINS | O laudo médico foi devastador: múltiplos traumas, ossos esmagados no tórax, costas, coluna e coxas. A hemorragia interna foi fulminante
Brasileira cai em abismo na Indonésia e autópsia revela agonia silenciosa de 20 minutos
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
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O destino foi cruel e repentino com Juliana Marins, jovem de apenas 26 anos, que viu sua viagem dos sonhos se transformar em um pesadelo nos confins de um vulcão indonésio. A brasileira, natural de Niterói (RJ), perdeu a vida após cair durante uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok. A autópsia confirmou: ela agonizou por cerca de 20 minutos, sozinha, entre pedras e o silêncio mortal da natureza.
Juliana era mais que uma turista: era uma alma livre, publicitária formada pela UFRJ, artista do pole dance e aventureira declarada. Seus mais de 20 mil seguidores acompanhavam com entusiasmo seu mochilão pela Ásia. Mas, no dia 23 de junho, o vento virou. Após escorregar em uma vala, ela despencou 300 metros, sem chance de retorno.
O laudo médico foi devastador: múltiplos traumas, ossos esmagados no tórax, costas, coluna e coxas. A hemorragia interna foi fulminante. Segundo o legista Ida Bagus Alit, a morte veio rápida, mas não instantânea — uma dor que durou exatos 20 minutos, tempo suficiente para clamar por ajuda que nunca chegou.
Informações iniciais chegaram a insinuar que Juliana teria sido socorrida, mas a família desmentiu com indignação. Foram quatro dias de espera angustiante até o corpo ser finalmente encontrado. E, ainda assim, a frieza do procedimento só aumentou o luto: “colocaram o corpo no congelador e só depois realizaram os exames”, relatou um familiar revoltado.
A jovem havia contratado uma empresa local de turismo, junto com outros turistas, para a expedição. Mas faltou estrutura, preparo e, acima de tudo, segurança. Juliana despencou sem cordas, sem trilha demarcada, sem socorristas treinados. Um descaso que hoje custa uma vida, sonhos e um futuro que não virá.
As redes sociais se inundaram de homenagens e revolta. “Ela era luz, era força, era arte”, dizia um dos tributos. Amigos e familiares cobram respostas e responsabilidade. “Não podemos normalizar uma morte assim, como se fosse um número em uma estatística de aventuras que deram errado”, declarou uma amiga próxima.
Juliana deixou mais do que saudade — deixou um grito. Um alerta para o turismo irresponsável, para a superficialidade das promessas de agências e para os riscos que envolvem destinos exóticos mal fiscalizados. Sua morte precisa gerar mudança. Precisa servir de ponto de inflexão.
Na dor da perda, resta a lembrança: uma jovem que viveu intensamente, dançou nas alturas e sonhou em voar mais longe. Que a voz de Juliana não se perca no eco das montanhas — que ela ecoe como protesto, como poesia, como um clamor por justiça.
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