TSE: Barroso indefere pedido incidental do cacique Marcos para tomar posse em Pesqueira
Ministro também paralisa pedidos de candidatos sub judice até definição do Supremo. De 00h desta sexta até 11h, Pesqueira ficará sem prefeito
Por Flávio José Jardim
atualizado há 5 anos
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, indeferiu ontem (30 de dezembro), o pedido incidental dos advogados do candidato vitorioso nas urnas em Pesqueira, Marcos Luidson, que queria tomar posse e alegava os benefícios do esvaziamento da Lei da Ficha Limpa.
Com a decisão, Marquinhos não poderá ser diplomado nem tomar posse até uma decisão do TSE, que só deve sair em fevereiro. Quem vai assumir é o candidato ou candidata que vencer a concorrida eleição da presidência da Câmara, que será amanhã às 10h, na Casa Anísio Galvão, em Pesqueira.
Pesqueira ficará sem prefeito das 00h desta sexta-feira até às 11h, quando deve sair o resultado da eleição da presidência da Câmara. Constitucionalmente, o mandato de Maria José é até às 23h59 de hoje (31). O presidente (a) da Câmara assume interinamente a prefeitura e o vice-presidente (a) assume em seguida a presidência da Casa.
A chapa do cacique já foi montada: Bal de Mimoso (presidente), Pastinha Xukuru (Vice), 1ª Secretária Izabela Lins e 2º secretário Sil Xukuru. Caso essa chapa vença, Bal de Mimoso vai assumir interinamente a prefeitura de Pesqueira e Pastinha sobe para ser o presidente da Câmara.
Como a eleição ainda é amanhã, outros vereadores se articulam para lançar numa chapa.
4 PREFEITOS NEGADOS
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, também decidiu no último sábado (26) não garantir a diplomação de um candidato a prefeito de Pinhalzinho, no interior de São Paulo, que seria beneficiado com o esvaziamento da Lei da Ficha Limpa.
Barroso determinou a paralisação do processo de Pinhalzinho, até uma nova manifestação do Supremo sobre o assunto. Até agora, quatro candidatos a prefeito - de Pinhalzinho, Pesqueira (PE), Angélica (MS) e Bom Jesus de Goiás (GO) - e um a vereador, de Belo Horizonte (MG), recorreram ao TSE para garantir a diplomação.
Barroso negou a liminar para Pinhalzinho e Pesqueira e travou outros pedidos. Em sua decisão, Barroso apontou que o entendimento do colega Kassio Nunes Marques "não produz efeitos imediatos e automáticos sobre as situações subjetivas versadas em outros processos".
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, determinou que presidentes das Câmaras municipais assumam temporariamente as prefeituras até nova manifestação do Supremo.
VEJA ABAIXO, EM PDF LEVE, O INDEFERIMENTO DA LIMNAR INCODENTAL DO CACIQUE MARQUINHOS, DE PESQUEIRA.


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