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Um Mês Sem Você: O Silêncio que Ecoa no Coração de uma Mãe

O desabafo dilacerante de Águeda Britto diante da ausência irreparável do filho

Por Flávio José Jardim atualizado há 7 meses
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Um Mês Sem Você: O Silêncio que Ecoa no Coração de uma Mãe

Há dores que não encontram palavras — e, quando encontram, saem em forma de lágrimas e desabafo. Um mês após a perda do filho, Águeda Britto escreve não para explicar a ausência, mas para tentar sobreviver a ela. Trinta dias sem ouvir uma voz, sem receber uma mensagem, sem um simples “mãe”, e o tempo, em vez de aliviar, aprofunda o vazio.

 

Em cada linha do seu relato, há um grito abafado, uma saudade que lateja, um amor que insiste em viver mesmo quando a presença já não existe. “Você era tudo o que sonhei”, escreve ela, chamando o filho de príncipe, o mais lindo de todos — e não há exagero quando o sentimento é infinito.

 

Perder um filho é inverter a lógica da própria vida. É como se o ciclo natural fosse quebrado de forma cruel e definitiva. E Águeda, como tantas mães enlutadas, passa a carregar uma dor que não tem prazo, uma ferida invisível que acompanha cada nascer do sol e cada noite silenciosa.

 

O mundo segue seu ritmo indiferente, mas para ela o relógio parou no dia em que o destino decidiu levar o que mais amava. As paredes da casa agora guardam ecos de risos, memórias de conversas, pegadas que já não estão ali, mas que nunca deixarão de existir dentro dela.

 

Seu desabafo não é apenas lamento: é um retrato cru do amor materno, esse amor absoluto, indestrutível, que nem a morte consegue apagar. É o testemunho de que, quando um filho parte, uma parte da mãe vai com ele — e outra aprende, dia após dia, a sobreviver entre a dor e a saudade.

 

COMO FOI: Eric Cauã, de apenas 19 anos, teve sua vida interrompida de forma brutal após um acidente de moto na Rua Fernandes Vieira, no bairro do Centenário.

 

Segundo testemunhas, o jovem perdeu o controle da motocicleta e colidiu violentamente contra um veículo estacionado. Em segundos, sonhos foram desfeitos, risos silenciaram e uma família foi despedaçada. A comoção tomou conta do bairro ainda nas primeiras horas da manhã, em um silêncio carregado de incredulidade.

 

Eric era mais que uma vítima de trânsito: era filho, primo, neto, amigo, um jovem querido, conhecido por sua alegria contagiante. Integrante de uma família tradicional na cidade, deixou para trás uma rede de pessoas mergulhadas em luto e saudade profunda.

 

As redes sociais se transformaram em um memorial coletivo. Mensagens, fotos, homenagens e desabafos inundaram a internet. Cada postagem era um grito de dor, uma tentativa de eternizar quem, por ironia cruel do destino, partiu cedo demais.

Pesqueira ainda carrega no peito mais uma cicatriz. Uma cidade inteira aprende, mais uma vez, que a vida é frágil demais — e que um único instante pode mudar tudo.

 

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m (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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m (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

 

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