Política

A Morte de um Idoso e o Silêncio da Violência: Venturosa em Luto

Criminalidade avança no Agreste e mata um homem de 76 anos a tiros em plena manhã de segunda-feira

Por Flávio José Jardim atualizado há 1 ano
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A Morte de um Idoso e o Silêncio da Violência: Venturosa em Luto

A segunda-feira (16) amanheceu com sangue e espanto em Venturosa. Nas imediações do Terminal Rodoviário, o corpo de Ivanildo de Almeida Constâncio, de 76 anos, jazia estendido sob o asfalto quente. Era o retrato de um crime cruel e silencioso, cometido por homens armados que desapareceram no mesmo instante em que mataram.

 

Segundo testemunhas, o idoso foi surpreendido por um veículo que se aproximou sem pressa. De dentro, surgiram os disparos — secos, rápidos e fatais. Ivanildo morreu no local, sem chance de reação. Um nome, uma vida inteira, interrompida em plena luz do dia.

 

A cidade, tomada pelo medo e pela indignação, mergulhou em perplexidade. Não se trata apenas de mais um número nas estatísticas: Ivanildo era um homem conhecido, respeitado, com história na comunidade. Sua morte revela o avanço silencioso da criminalidade em cidades onde a violência antes parecia exceção.

 

O Instituto de Criminalística foi acionado e realizou a perícia no local. Em seguida, o corpo da vítima foi encaminhado ao IML de Caruaru. Nenhum suspeito havia sido preso até o fechamento desta edição, e a motivação do crime ainda é desconhecida.

 

Familiares, amigos e moradores pedem justiça e cobram reforço na segurança pública. O medo agora caminha ao lado da rotina, alterando horários, silenciando ruas e esvaziando espaços antes comuns. O luto se mistura ao sentimento de impotência.

 

As autoridades ainda não confirmaram se o crime tem relação com outras ocorrências recentes. Mas o que já se sabe é suficiente: Venturosa vive um momento em que o silêncio das vítimas se tornou ensurdecedor.

 

É preciso mais do que investigação. É preciso ação, presença e prevenção. Porque quando até os idosos passam a ser alvos, a barbárie já deixou de bater à porta — ela já entrou.

 

 

violencia
violencia (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 


 

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