Política

🎙️ A VOZ QUE VIROU MEMÓRIA: ALAGOINHA SE DESPEDE DE ERON CASTOR

Radialista e patrimônio vivo da cultura, Eronildes Castor Pereira faleceu neste domingo; seu legado ecoará eternamente na alma do povo alagoinhense

Por Flávio José Jardim atualizado há 7 meses
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🎙️ A VOZ QUE VIROU MEMÓRIA: ALAGOINHA SE DESPEDE DE ERON CASTOR

 

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eron (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

ALAGOINHA – O silêncio tomou conta das ruas, das praças, dos rádios e dos corações. Alagoinha amanheceu, nesta segunda-feira, em luto profundo. Faleceu neste domingo, 13 de julho, Eronildes Castor Pereira, mais conhecido como Eron Castor – uma das vozes mais marcantes, queridas e inesquecíveis do rádio e da cultura da cidade. Seu sepultamento ocorrerá hoje, às 16h, em sua terra natal, cercado de homenagens e comoção popular.

 

Era mais do que um comunicador. Era um símbolo. Um eco constante da alma alagoinhense. Um homem cuja voz não apenas informava, mas abraçava, curava, dava bom dia com doçura e anunciava a vida com paixão. Para muitos, ouvir Eron era como ouvir Alagoinha em forma de palavras, entonações e carinho. Sua morte deixa uma lacuna irreparável no coração do povo e na história do rádio do interior pernambucano.

 

Na rádio Difusora de Pesqueira — atual Rádio Jornal — ele foi gigante. Uma voz que preenchia o éter com verdade, emoção e identidade. Seu timbre inconfundível e sua habilidade nata de se conectar com o público fizeram dele um dos maiores comunicadores da região. Para o radialista Paulo Brito, da URUBÁ FM, "Eron fez história no rádio e foi uma das grandes personalidades da cultura da sua terra natal. A comunicação regional perde um pilar".

 

O ex-prefeito de Alagoinha e assessor da governadora Raquel Lyra, Uilas Leal, foi direto ao coração do povo: “Eron inspirou gerações. Estava em todas as festas, celebrações e momentos marcantes da cidade. Um verdadeiro patrimônio da nossa identidade. Um privilégio tê-lo por perto”. Para Uilas, a cidade se despede de um ícone, mas a memória de Eron viverá por gerações como exemplo de dedicação e amor à terra.

 

Já o prefeito atual, Simão Costa, destacou a força do legado de Eron com emoção: “Com seu bordão inesquecível ‘Alagoinha, terra minha’, ele levava identidade e pertencimento a cada canto da cidade. Foi presença constante, foi calor humano em voz. Despedimo-nos com gratidão e honra. Sua voz será eterna”. Simão decretou luto oficial e pediu que o nome de Eron seja lembrado com alegria, como ele sempre viveu: de forma vibrante e generosa.

 

A comoção se estende aos companheiros de comunicação. Rogério Santos, da TV Alagoinha, emocionado, escreveu: “Perder Eron Castor é como perder um pedaço da nossa história viva. Foi mais do que um colega — foi irmão, conselheiro, presença constante. A saudade já grita no peito. Sua voz está gravada na minha alma e na de todo alagoinhense”. Um depoimento comovente, que sintetiza o sentimento coletivo da cidade.

 

Outro gigante da comunicação, Carlos Alberto Galindo, músico e intelectual da Academia Pesqueirense de Letras e Artes, destacou: “Eron não era apenas locutor — era afeto em forma de voz. Sua fala vibrava nos corações e ecoava pelos lagedos, levando alegria e calor humano. Sua voz se cala na matéria, mas ressoa nas pedras, nos ventos e no nosso coração agradecido. Ele se eternizou em nós”.

 

Durante anos, Eron Castor não apenas falou para o povo — ele falou com o povo. No alto-falante de seu carro, percorria as ruas levando mensagens, convidando para festas, lendo notas de falecimento, avisando sobre missas, batizados e festividades populares. Era o elo entre o microfone e a alma da cidade. Um verdadeiro serviço de amor e comunicação.

 

Irmão do saudoso José Castor, Eron herdou o talento de comunicar, mas fez seu próprio caminho, sua própria lenda. Seu nome passou a ser sinônimo de Alagoinha, como se o município tivesse, em sua voz, um hino informal, um cântico cotidiano que embalava gerações. Seu jeito simples, sua risada leve, sua fé inabalável e sua paixão pela cultura foram marcas registradas de uma personalidade única.

 

O velório de Eron tem sido um desfile de lágrimas, lembranças e homenagens sinceras. Populares, amigos, autoridades, comunicadores e músicos se revezam em palavras de carinho e orações. Muitos ainda se recusam a acreditar que aquele que sempre anunciou tantas partidas, agora é ele quem parte. Mas parte deixando uma trilha luminosa e sonora.

 

Eron Castor foi, e sempre será, o Patrimônio Vivo da Cultura de Alagoinha. Não por decreto, mas por merecimento. Por representatividade. Por entrega. Por ter sido, durante toda sua vida, mais do que voz — ter sido essência de um povo. Seu nome estará para sempre na memória coletiva de Alagoinha como símbolo de dignidade, comunicação e paixão pelo que se faz.

 

E se hoje as ondas do rádio estão mais silenciosas, é porque perderam seu maior trovão de ternura. Mas a memória de Eron não se cala. Ela grita em cada esquina, em cada festa, em cada saudade que invade os corações dos alagoinhenses.

 

A despedida será nesta segunda-feira, às 16h, em Alagoinha. Será um adeus carregado de emoção, mas também de honra e gratidão. Porque quem teve Eron Castor por perto, teve o privilégio de ouvir a própria história narrada com alma, respeito e amor.

 

Que a terra que tanto amou o receba de volta com flores, orações e eternidade. E que nas rádios do céu, ele siga anunciando com sua voz inconfundível: “Aqui fala Eron Castor, de Alagoinha, terra minha!”.

 

DEPOIMENTO EM HOMENAGEM A ERON CASTOR, CARLOS ALBERTO GALINDO

 

Alagoinha amanheceu mais silenciosa. Partiu Eron Castor, ícone da comunicação e voz inesquecível da nossa cidade. Sua presença marcava os palcos das festas, as manhãs de rádio, as ruas animadas pelo alto-falante de seu carro, que era quase extensão de sua alma comunicadora.

 

Eron não era apenas locutor — era memória viva, era afeto em forma de voz. Sua fala vibrava nos corações e ecoava pelos lagedos, levando notícias, alegria e calor humano a cada canto da cidade.

 

Hoje, sua voz se cala na matéria, mas continua viva nas lembranças de cada alagoinhense. Reverbera nas pedras, nos ventos e, sobretudo, em nossos corações agradecidos. Eron Castor se eternizou em nós — e a cidade jamais o esquecerá.

 

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eron (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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