🌾 Alagoinha celebra a fé e a saudade na Missa da Rainha dos Vaqueiros
A cidade revive o legado de Dona Teca, símbolo eterno de devoção, coragem e amor à cultura sertaneja
Por Flávio José Jardim
atualizado há 9 meses
Publicado em
Alagoinha se prepara para viver um domingo de fé, saudade e emoção. No dia 9 de novembro, a cidade será palco da Missa da Rainha dos Vaqueiros Dona Teca, evento que completa 15 anos de tradição e mantém viva a chama de uma mulher que se tornou símbolo da força e da espiritualidade do sertão. Mais que uma cavalgada, é uma romaria de coração aberto, um encontro entre gerações que celebram a fé sob o mesmo sol que guiou a eterna Rainha dos Vaqueiros.
A concentração tem início às 11h, na Fazenda Machuca, onde os vaqueiros e amazonas se reúnem montados, chapéu de couro ajustado e emoção à flor da pele. Às 14h, a procissão segue até a Igreja Matriz, onde será celebrada a missa em memória de Dona Teca, mulher de fibra e devoção, lembrada pelo povo como a guardiã da tradição e do amor pelos vaqueiros do Agreste. Cada oração será um agradecimento, cada canto, um reencontro com sua presença que nunca se apaga.
Após a celebração, o retorno à Fazenda Machuca transforma o sentimento em festa. O palco será tomado por artistas que dão voz ao sertão — Maciel Kuré às 16h, GB Cantor às 18h e Eduardo & Jaine às 20h — num espetáculo de cultura, alegria e pertencimento. É o som da sanfona misturado à saudade, o riso que nasce entre amigos e o vento que sopra lembranças de tempos de ouro.
A entrada será gratuita, mas o evento promete manter a ordem e a segurança que sempre caracterizaram a celebração. A Prefeitura de Alagoinha e a Secretaria de Cultura, Turismo e Lazer assinam o apoio, junto a parceiros e patrocinadores que entendem o valor de preservar o que é do povo — a memória, a fé e o costume.
Mais que um evento religioso, a Missa da Rainha dos Vaqueiros é uma declaração de amor à história de Alagoinha. É o sertão vestindo-se de festa para agradecer, para lembrar e para continuar seguindo o caminho aberto por uma mulher que transformou sua vida em devoção. No olhar dos vaqueiros, no passo das amazonas, há sempre um brilho que diz: “Dona Teca vive.”
E assim, entre o som dos aboios e o toque do sino da Matriz, Alagoinha reafirma sua alma sertaneja. A Rainha pode ter partido, mas seu reinado é eterno. Porque onde há fé, saudade e tradição, há também o coração pulsante do povo que aprendeu com ela a transformar o amor em legado.
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