BANANEIRAS | Casal será homenageado com nome em rua em Pesqueira
Com leveza, alegria e muito trabalho, Zé Alves e Dona Virgínia, o casal Bananeira, ficou conhecido na cidade e se tornou uma família lendária.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 4 anos
Publicado em



PESQUEIRA (PE) - O amor do casal Zé Alves de Carvalho Filho e Virgínia Bezerra, será eternizado na cidade de Pesqueira.
Os chefes da Família Bananeiras vão ganhar nome de rua, graças a uma homenagem do vereador José Maria Campos, da Câmara Municipal de Pesqueira, agreste de Pernambuco.
No dia 26 de outubro de 2021, o vereador apresentou em assembleia para apreciação em plenário do Projeto de Lei, que denomina de “Rua Virgínia e Zé Bananeiras”, a Rua 10, localizada no bairro Centenário, paralela à Rua Maria Deuza Leite.
O projeto de Lei foi lido em reunião e deve ser aprovado na sessão do dia 09 de novembro. Após a aprovação, entra em vigor na data de sua publicação. A homenagem ao casal se dá pelas vivências, trajetória de vida e importância deles à coletividade e à sociedade pesqueirense.
A HISTÓRIA
O casal José Alves de Carvalho Filho, nascido em 10 de junho de 1934 e falecido no último dia 19 deste ano, e Virgínia Bezerra de Carvalho, nascida em 07 de agosto de 1936 e falecida em 07 de dezembro 12 de 2020, contraíram matrimônio em 25 de janeiro de 1959.
Viveram uma vida dedicada a uma numerosa e linda família de 9 filhos, 27 netos, e 18 bisnetos. Conhecidos como os patriarcas da família Bananeiras, foi um casal alegre e muito divertido. Recebiam muito bem os amigos e familiares em sua residência, onde não faltavam boa conversa, jogos e diversão.
Dona Virgínia, uma exímia professora, muito religiosa e era como o leme da família.
José Alves foi um cidadão honrado, agropecuarista, vaqueiro, boêmio, homem de família, que não estudou, mas do mundo sabia muito, poeta nato, Zé Bananeira como era conhecido, sabia viver de modo simples e intenso, sempre rodeado pela esposa, pelos filhos e amigos. Adorava tomar um “Oísque”, lembrando de “Maria Pão”. Entre versos e uma cachacinha, se deliciou em seus tempos de boemia.
Dona Virgínia era professora, iniciou sua carreira na Educação após o seu casamento, quando ainda morava no Sítio Bananeira, (atualmente Aldeia Bananeiras) em 1959, neste município. Ela lecionou durante dez anos em sua própria residência, plantando conhecimento e esperança às crianças da localidade.
Ao vir morar na cidade a Matriarca Bananeira, ensinava em turmas de Educação Infantil na Escola Estadual João XXIII por alguns anos e logo após, foi lecionar na Escola Estadual Cristo Rei, onde ministrava aulas de Francês.
Virgínia era uma mulher de fé, muito religiosa e devota de Nossa Senhora Aparecida. Foi Ministra da Eucaristia na Igreja Catedral de Santa Águeda durante anos, sempre foi uma pessoa acolhedora e alegre, recebia todos os amigos em sua residência com café e seu famoso bolo de trigo que tinha sabor de alegria e aconchego. Em sua casa, adorava um jogo de dominó e baralho com familiares e amigos, fazia disso uma diversão.
Com leveza, alegria e muito trabalho o casal Bananeira ficou conhecido na cidade e se tornou uma família lendária. Viveram um casamento de mais de sessenta anos dedicados aos filhos, netos e bisnetos e aos muitos amigos que construíram. Seu Zé Bananeira e Dona Virginia eram queridos por todos, sempre brincalhões e bem humorados, adoravam receber pessoas e faziam disso um ideal de vida.
Virar nome de rua é uma homenagem merecida, para àqueles de dedicaram a vida a esta cidade. Eles construíram família e contribuíram de forma direta e indireta para a cultura e o saber popular de todos. Zé Alves e Dona Virgínia deixam, além de um gigante legado, descendentes íntegros que continuam uma história bonita sobre saber viver feliz.




Você precisa estar logado para comentar. Por favor, faça login ou crie a sua conta.
Ainda não há comentários para esta notícia. Seja o primeiro a comentar!