Brutalidade em Pesqueira: preso suspeito de violentar e matar indígena
Caso Adeval choca Pernambuco e levanta clamor por justiça
Por Flávio José Jardim
atualizado há 6 meses
Publicado em
Pesqueira ainda não se recuperou do horror vivido em agosto. O indígena Adeval Ferreira Leite foi espancado e violentado brutalmente no Sítio Cajueiro, no município. Após dias de agonia no Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, ele não resistiu. Mas antes de morrer, revelou os nomes dos seus algozes. Nesta terça-feira (23), um dos suspeitos, conhecido como “Dema”, de 44 anos, foi capturado pela polícia na zona rural de São João do Tigre, na Paraíba.
A prisão foi recebida com alívio, mas também com revolta. Dema e outro homem, ainda foragido, foram apontados pela vítima como responsáveis pela violência que abalou toda a região. Adeval foi encontrado em estado crítico, com sinais de abuso sexual e espancamento. Um crime descrito pela própria polícia como “brutal” e que revoltou não apenas a comunidade indígena, mas toda Pesqueira.
Populares chegaram a se reunir em frente à delegacia, clamando por justiça e pedindo rapidez na prisão dos culpados. O caso não é visto apenas como um crime bárbaro, mas como um ataque à dignidade de um povo inteiro. Adeval, homem simples e conhecido, teve a vida ceifada de forma cruel e covarde.
A investigação segue em busca do segundo suspeito. A polícia pede que informações sejam repassadas anonimamente pelo 190. “Não descansaremos enquanto não colocarmos todos os envolvidos atrás das grades”, declarou um policial envolvido na captura.
A história de Adeval escancara a vulnerabilidade de comunidades tradicionais e a necessidade de uma resposta firme do Estado contra crimes de ódio e violência sexual. Sua morte não pode ser esquecida nem silenciada.
Hoje, Pesqueira clama por justiça. O nome de Adeval ecoa como símbolo da luta contra a barbárie que insiste em manchar o sertão.
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