🔹 Chamas da tragédia: professor morre queimado em casa e Floresta clama por Corpo de Bombeiros
Cidade em choque com a morte de Vavá Paulino
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
Publicado em
Uma manhã de horror tomou conta de Floresta, no Sertão de Pernambuco. O professor Vavá Paulino, figura querida e respeitada, morreu carbonizado dentro de sua própria residência, após um incêndio devastador que começou por volta das 7h desta quinta-feira.
As chamas consumiram a casa na Rua Manoel Nonato de Sá em questão de minutos. Vizinhos desesperados tentaram controlar o fogo com baldes e mangueiras, mas nada pôde ser feito para salvar o educador.
O caminhão-pipa da Prefeitura chegou, mas já era tarde. O Corpo de Bombeiros só conseguiu atuar no rescaldo por volta das 9h. A ausência de uma unidade própria da corporação em Floresta se transformou em revolta popular.
A morte de Vavá Paulino não é apenas uma perda familiar, mas uma ferida aberta na cidade. Ele era reconhecido por sua dedicação à educação e pelo carinho com alunos e colegas. Sua morte incendiou corações de tristeza.
Autoridades locais e a população pedem com urgência a instalação de um quartel do Corpo de Bombeiros, promessa já feita pelo governo estadual, mas que nunca saiu do papel.
Floresta, em lágrimas, enterra não apenas um professor, mas também a confiança de que tragédias assim poderiam ser evitadas. A cidade clama por estrutura antes que outra vida seja devorada pelo fogo.
🔹 Setembro Amarelo em Sanharó: música, emoção e escuta no combate ao suicídio
Evento transforma dor em esperança na Policlínica
Sanharó viveu um momento de rara sensibilidade dentro da campanha Setembro Amarelo. Na Policlínica Givaldo Rosseline Nunes, profissionais de saúde se uniram à comunidade em um evento que misturou música, palestras e emoção para valorizar a vida e enfrentar o suicídio.
A psicóloga Eduarda Vilela conduziu uma palestra impactante, que fez muitos refletirem sobre os abismos invisíveis da mente. Ao lado dela, as psicólogas Sabrina Nunes, Fernanda Vasconcelos e Edna Leão organizaram dinâmicas emocionantes, provocando lágrimas, abraços e esperança.
A Coordenadora da Policlínica, Terezinha Ana, fez questão de agradecer cada envolvido. Da Banda Santa Cecília ao saxofonista Nego do Sax, todos se uniram em um ato que mostrou que saúde mental também se cuida com arte e afeto.
No ar, havia um clima de acolhimento coletivo. Um espaço onde cada pessoa pôde falar, ser ouvida e, sobretudo, sentir que não estava sozinha em suas dores.
A mensagem foi clara: falar é o primeiro passo para viver. Setembro Amarelo não é apenas um mês, mas um chamado diário para salvar vidas.
Sanharó mostrou que prevenção é feita de mãos dadas, com escuta, empatia e amor. E deixou no coração dos presentes uma certeza: a vida sempre merece ser valorizada.
---------------------------------
Você precisa estar logado para comentar. Por favor, faça login ou crie a sua conta.
Ainda não há comentários para esta notícia. Seja o primeiro a comentar!