Crime Revoltante em Inajá. Advogado é preso por estupro de vulnerável. Vítima é a própria filha adolescente
A tranquilidade do município de Inajá, no Sertão de Pernambuco, foi abalada por um caso de extrema gravidade e repulsa.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
Publicado em
Um advogado de 34 anos foi preso em flagrante no último sábado (16), acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha de apenas 16 anos. O caso, que envolve abuso de confiança e violência psicológica, deixou a comunidade em choque e indignação.
A denúncia partiu da tia da jovem, que procurou a delegacia ao descobrir que a sobrinha vinha recebendo mensagens e até mesmo um vídeo pornográfico enviado pelo próprio pai. Segundo o relato da adolescente, após restabelecer contato com o homem, passou a ser alvo de assédio por meio de um aplicativo de mensagens, onde o suspeito insistia em marcar encontros às escondidas.
As investigações revelam capturas de tela do inquérito policial que comprovam o teor das mensagens, trazendo à tona um diálogo perturbador e criminoso. O suspeito, ao ser localizado, foi encaminhado pela Polícia Militar e autuado em flagrante pela Polícia Civil. Sua identidade não foi divulgada a fim de proteger a vítima, que já recebe acompanhamento psicológico e apoio da rede de proteção social do município.
O crime, enquadrado no artigo 218-B do Código Penal, associado à Lei Maria da Penha, prevê punição severa para atos de exploração sexual contra menores. O advogado permanece à disposição da Justiça após audiência de custódia, enquanto a investigação busca aprofundar o histórico de abusos e reunir provas adicionais para o processo.
Casos como este não são apenas crimes individuais, mas feridas abertas na sociedade. Quando o agressor é alguém que deveria oferecer segurança e proteção, o impacto psicológico sobre a vítima é ainda mais devastador. O episódio reforça a necessidade de políticas públicas mais rigorosas de prevenção e de fortalecimento das redes de apoio às mulheres e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Em Inajá, a prisão repercutiu fortemente. A população clama por justiça rápida e exemplar, diante da brutalidade de um ato que fere os valores mais básicos de dignidade e humanidade. A confiança agora está no sistema judiciário, para que a lei seja aplicada com rigor e a jovem possa reconstruir sua vida longe da sombra do agressor.
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