Desespero e Fé: Família procura por Edilson Almeida, desaparecido desde terça-feira
Homem diabético e com dificuldades de locomoção foi visto pela última vez viajando sem destino com mochila e Bíblia nas mãos
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
Publicado em
A angústia da família de Edilson Almeida Bezerra, morador de Alagoinha, tem ganhado contornos de desespero após seu desaparecimento na madrugada da última terça-feira. Segundo relato de parentes, o homem saiu de casa por volta das 4h da manhã, pegou uma moto-táxi e seguiu até o ponto de transporte alternativo com destino a Pedra. Desde então, não houve mais notícias concretas.
O que se sabe até agora é que Edilson, que sofre de diabetes, tem pressão alta e dificuldades para andar, foi visto com uma mochila nas costas, duas bengalas e uma Bíblia nas mãos. Testemunhas relataram que ele teria passado por Ibimirim e embarcado rumo a Petrolina, mas nenhuma dessas informações pôde ser confirmada oficialmente.
Diante da situação, familiares iniciaram uma verdadeira cruzada por respostas. Cartazes com sua foto foram espalhados por diversas cidades e uma campanha digital mobilizou redes sociais em todo o Agreste e Sertão. A filha do desaparecido, identificada como Edna Lima, tem sido a principal voz do apelo: “Ele saiu sem documentos, sem celular, e anda com muita dificuldade. A gente só quer saber se está bem”.
A mobilização chegou a rádios locais e grupos comunitários, intensificando a rede de busca. Edilson é descrito como um homem tranquilo, religioso, e que nunca havia se ausentado sem avisar antes. “É um homem de fé, carrega a Bíblia pra todo lugar. Não entendemos o que pode ter acontecido”, disse um sobrinho.
A família teme que, sem medicamentos ou recursos, a saúde de Edilson possa se deteriorar rapidamente. Uma linha telefônica foi disponibilizada para receber informações sobre seu paradeiro: (87) 99134-7311. Qualquer pista é considerada valiosa nesse momento.
A Polícia Civil já foi notificada e informou que está em contato com terminais rodoviários das cidades mencionadas. Entretanto, como não houve crime reportado, a investigação ainda é considerada de baixa prioridade, o que aumenta a ansiedade dos familiares.
Entre orações e ligações intermináveis, os parentes seguem firmes na esperança de um reencontro. “Queremos acreditar que ele está sendo acolhido em algum lugar, que alguém viu e vai ajudar a gente a trazê-lo de volta”, disse a esposa entre lágrimas.
Enquanto a busca continua, cresce também a solidariedade em Alagoinha e nas cidades vizinhas, unidas pelo mesmo clamor: “Ajude-nos a encontrar Seu Edilson”.
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