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“Faria tudo de novo”, disse o jovem de 14 anos que matou pais e irmão após proibição dos pais

Tragédia e Frieza: Adolescente mata a família por não poder visitar namorada virtual

Por Flávio José Jardim atualizado há 10 meses
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“Faria tudo de novo”, disse o jovem de 14 anos que matou pais e irmão após proibição dos pais

O que poderia ser uma simples frustração adolescente tornou-se um dos crimes mais impactantes do interior do Rio de Janeiro. Em Itaperuna, um jovem de apenas 14 anos matou o pai, a mãe e o irmão de 3 anos após ser impedido de viajar para conhecer uma namorada que havia conhecido em jogos virtuais. A tragédia ocorreu no sábado, 21 de junho, e só veio à tona dias depois, após um elaborado plano de ocultação dos corpos.

 

O pai, Antônio Carlos Teixeira, de 45 anos, era atirador esportivo registrado (CAC) e mantinha armas em casa. Foi com uma dessas que o adolescente esperou a família dormir e então abriu fogo, sem hesitar. Os três corpos foram arrastados até a cisterna da residência, onde permaneceram até que o cheiro, as mentiras e o silêncio começaram a chamar atenção de familiares.

 

Segundo os investigadores, o garoto manteve a fachada por quatro dias, inventando histórias para justificar o sumiço dos pais. Mas as contradições acabaram levando a polícia à casa, onde a macabra descoberta foi feita. Frio, o garoto confessou sem remorso: “Faria tudo de novo”.

 

O crime chocou até os policiais mais experientes da delegacia local. A frieza do adolescente e o motivo – um romance virtual – revelam camadas profundas de vulnerabilidade emocional e possíveis transtornos psicológicos. A Polícia Civil investiga agora se ele teve algum tipo de incentivo externo, inclusive por parte da suposta namorada, que também será ouvida.

 

O adolescente está apreendido, à disposição da Justiça, enquanto a cidade tenta lidar com o horror. Amigos da família, vizinhos e parentes ainda não acreditam na tragédia que abalou toda a comunidade. Três vidas apagadas por um impulso irrefreável, por um amor idealizado e uma juventude desconectada da realidade.

 

O caso levanta questionamentos importantes sobre o acesso de menores a armas de fogo, o impacto da tecnologia sobre a psique adolescente e os perigos de um mundo virtual onde tudo parece possível — até matar.

 

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