Jornalista norte-americana sequestrada no Iraque é libertada por milícia ligada ao Irã
A jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que havia sido sequestrada no Iraque, foi libertada nesta terça-feira (7), segundo informações divulgadas pelo grupo responsável pelo sequestro, a milícia Kataib Hezbollah, ligada ao Irã.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 3 dias
Publicado em
A profissional havia sido capturada na última semana, na terça-feira (31 de março), em um caso que gerou repercussão internacional e levantou preocupações sobre a segurança de jornalistas na região.
Libertação foi anunciada pelo próprio grupo
A informação da libertação foi divulgada por integrantes da própria milícia. O chefe de segurança do grupo, Abu Mujahid Al-Asaf, afirmou que a decisão ocorreu como um gesto político.
Segundo ele, a liberação foi feita “em apreciação das posições patrióticas do primeiro-ministro”, mas com uma condição clara: a jornalista deverá deixar o território iraquiano imediatamente.
Declarações indicam cenário de tensão
No comunicado, o grupo também fez declarações que reforçam o clima de instabilidade na região.
A milícia afirmou que o contexto atual é de guerra, mencionando um conflito envolvendo forças que classificou como “sionista-americanas”, e indicou que ações semelhantes podem voltar a ocorrer.
Vídeo divulgado mostra jornalista em cativeiro
Durante o período de sequestro, o grupo divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando a jornalista em cativeiro.
Nas imagens, Shelly Kittleson afirma ter sido treinada por oficiais norte-americanos e menciona atividades relacionadas à coleta de informações no Iraque.
No vídeo, ela também expressa confiança de que seria libertada, destacando que esperava respeito por ser mulher.
Governo dos EUA ainda não confirmou a libertação
Até o momento, as autoridades dos Estados Unidos não confirmaram oficialmente a libertação da jornalista.
O caso segue sendo acompanhado pela comunidade internacional, diante das tensões geopolíticas envolvendo o Iraque, milícias armadas e interesses estrangeiros na região.
Caso reforça riscos enfrentados por jornalistas em zonas de conflito
O episódio evidencia os riscos enfrentados por profissionais da imprensa em áreas de conflito, onde a atuação jornalística muitas vezes ocorre sob ameaças diretas à segurança.
A libertação, embora positiva, ocorre em meio a um cenário ainda instável e de alta tensão internacional.
Você precisa estar logado para comentar. Por favor, faça login ou crie a sua conta.
Ainda não há comentários para esta notícia. Seja o primeiro a comentar!