LGBTQIA+ | Corpo de Rebeca Sampaio é sepultado em Pesqueira sob protestos contra transfobia
Em entrevista, um ativista do movimento em Pesqueira, Paulinho de Pepê, clama por Justiça e diz que “o mundo precisa de mais amor e menos ódio”.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 5 anos
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PESQUEIRA (PE) - O corpo da transexual pesqueirense Rebeca Sampaio, 25 anos, foi sepultado na presença de amigos e familiares na manhã desta quinta-feira (26 de agosto), no Cemitério de Pesqueira, agreste de Pernambuco.
Rebeca Sampaio, uma mulher trans natural de Pesqueira foi assassinada em Caruaru com dois tiros na cabeça e todo o movimento LGBTQIA+ clama por Justiça.
Usando palavras de ordem e empunhando a bandeira do movimento, os amigos da vítima ecoavam gritos contra a transfobia e LGBTfobia, pelas ruas da cidade até o cemitério de Pesqueira. Um potente carro de som pedia uma basta para tanta violência.
A morte de Rebeca aumenta uma macabra estatística no Nordeste, onde dados de associações e movimentos que defendem a igualdade de gênero, apontam um gigante acréscimo de mortes. As investigações do crime continuam.
De acordo com o boletim semestral da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 80 pessoas trans foram assassinadas no primeiro semestre no Brasil. No ano passado, 237 LGBT+ morreram no país, de acordo com dados do Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil, produzido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).
“É necessário que a sociedade faça a reflexão. Precisamos de mais amor e menos ódio”, disse Paulinho de Pepê, que estava hoje (26) no protesto em Pesqueira. Ouça a entrevista de Pepê acima.





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