Lira da Tarde: O Coração Musical de Pesqueira. Guila Araújo
As vozes da cultura popular se unem para reconhecer o Lira da Tarde como Patrimônio Vivo de Pernambuco
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
Publicado em
A Assembleia Xukuru viveu um momento de profunda emoção e significado. Em nome da memória, da cultura e da resistência, foi entregue a carta de recomendação da Associação Xukuru para que o tradicional Lira da Tarde, símbolo do Carnaval de Pesqueira, seja reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Um gesto que transforma memória em permanência, segundo informações do Presidente da C}amara de Vereadores de Pesqueira, Guila Araújo.
Mais do que uma formalidade institucional, o ato representa o reencontro entre o povo e sua história sonora. O Lira da Tarde não é apenas uma agremiação, é a trilha sonora das ruas, dos carnavais, das infâncias vividas em meio aos tambores e clarinetes. É a música que embala o tempo e resiste às décadas.
“Nesse momento de reconhecimento, é impossível não lembrar de Sérgio Amaral, cuja voz ressoava como um trovão manso, exaltando a força do povo Xukuru e da cultura popular de Pesqueira. Sua ausência é sentida, mas sua presença se eterniza na luta que continua”, disse Guila.
O apoio do povo Xukuru a esse título é também um manifesto: a cultura popular precisa ser protegida como bem essencial, como alimento da alma coletiva. E o Lira da Tarde é um desses tesouros, cuja existência engrandece o espírito do nosso estado.
Patrimônio Vivo é aquele que pulsa, que canta, que transforma. E o Lira faz isso há gerações. Pesqueira, Pernambuco e o Brasil só têm a ganhar ao oficializar o que o coração popular já sabe: o Lira da Tarde é eternamente nosso.
Preservar o Lira é manter viva a alma festiva e ancestral de um povo que dança sua história — e a escreve em cada nota.
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