Marcos de Esmeralda rompe o silêncio
Defesa aposta em transparência diante do assassinato de Ezinho da Construção
Por Flávio José Jardim
atualizado há 10 meses
Publicado em
Um gesto inesperado surpreendeu os bastidores políticos de Alagoinha: o vereador suplente Marcos de Esmeralda decidiu, de forma espontânea, colaborar com as investigações sobre o assassinato do vereador Ezinho da Construção. Sem ter sido intimado ou convocado, ele vai entregar voluntariamente seus extratos bancários do último ano, tanto pessoais quanto do Movimento Pró-Alagoinha, para análise da Polícia Civil.
Segundo o advogado Dr. João Prudêncio, a decisão mostra desprendimento e desejo de colaborar com a Justiça. “Ele não tem nada a esconder e, por isso, abre mão até de sua privacidade financeira. Quer ser ouvido porque é o mais interessado em esclarecer os fatos”, disse o defensor, reforçando que não há mandado judicial contra seu cliente.
O caso do assassinato de Ezinho abalou profundamente a política de Alagoinha. Conhecido por sua trajetória empresarial e eleito em 2024 pelo Podemos, o vereador foi morto a tiros no dia 26 de abril, em um crime que ainda envolve mistério e desconfianças. Ezinho chegou a ser socorrido ao Hospital da Restauração, no Recife, mas não resistiu aos ferimentos.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando o caso através da Divisão Especial de Apuração de Homicídios (DEAH). As próximas semanas prometem novas movimentações, já que Marcos deverá ser ouvido oficialmente pelo delegado. O desejo de falar partiu do vereador suplente. Em uma cidade mergulhada no luto e na desconfiança, a decisão de Marcos ecoa como um ponto de virada.
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