Política

Noite rasgada por medo: série de arrombamentos expõe a insegurança

De lanchonete a bar, de padaria a reciclagem, o rastro da insegurança avança pelas ruas da cidade e coloca comerciantes em alerta máximo

Por Flávio José Jardim atualizado há 9 meses
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Noite rasgada por medo: série de arrombamentos expõe a insegurança

Pesqueira vive dias de apreensão. Uma sequência de arrombamentos vem espalhando temor entre comerciantes e moradores, como se a madrugada tivesse se tornado território livre para a criminalidade. Em poucos dias, estabelecimentos conhecidos da população — como o “Ciço do Caldo de Cana”, a Padaria Poção, uma empresa de reciclagem e, agora, o tradicional Bar do Gaúcho — foram invadidos, deixando para trás portas quebradas, objetos revirados e um sentimento coletivo de abandono.

 

O caso mais recente, no Bar do Gaúcho, expôs de forma crua o resultado da violência. Imagens gravadas logo após a invasão revelam um ambiente completamente remexido, cadeiras fora do lugar, marcas de arrombamento e a expressão muda da destruição. Cada detalhe do cenário narrava a ação do invasor, como se o próprio espaço ferido clamasse por justiça e proteção.

 

Dias antes, o proprietário do Ciço do Caldo de Cana já havia sentido na pele essa realidade devastadora. Ao chegar ao local, deparou-se com portas danificadas e sinais evidentes de entrada forçada. Diante do prejuízo e da indignação, ele registrou um boletim de ocorrência, na tentativa de dar início a uma investigação que possa conter essa onda criminosa antes que ela se agrave ainda mais.

 

A Padaria Poção, conhecida por abastecer tantas mesas na cidade, também foi vítima da mesma ação. O relato de moradores é de que a sensação de insegurança cresce a cada esquina. “Pesqueira está sem segurança, cheia de bandidos nas ruas”, desabafou um comerciante, em tom de revolta e cansaço. A frase ecoa como um grito coletivo que atravessa portas fechadas e janelas trancadas mais cedo a cada dia.

 

Já às margens da BR-232, uma empresa de reciclagem sofreu duas investidas: uma no dia 17 e outra no dia 20 de novembro. O retorno do criminoso ao mesmo local reforça o temor de que ele se sinta impune ou seguro para agir. Imagens de vídeo registraram as ações e apontam, segundo informações preliminares, que se trata do mesmo indivíduo envolvido nos demais arrombamentos que aterrorizam a cidade.

 

Enquanto isso, comerciantes reforçam fechaduras, improvisam trancas, instalam câmeras e passam a encerrar suas atividades mais cedo. A rotina econômica de Pesqueira sofre, e a confiança, que deveria circular livremente pelas ruas, vai se retraindo, acuada pela incerteza. O dano não é apenas material — atinge a alma de quem trabalha duro e vê seu esforço ameaçado pela madrugada.

 

A comunidade clama por respostas. Patrulhamento reforçado, investigações ágeis, ações efetivas de prevenção. Não se trata apenas de capturar um suspeito, mas de devolver à cidade o direito de dormir em paz, de fechar as portas apenas para descansar — e não por medo.

 

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d (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

 

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