O ADVOGADO FALA | DR. JOÃO PRUDÊNCIO rompe o silêncio sobre operação policial em Alagoinha (PE). Ouça entrevista em áudio
Defensor afirma que clientes não estão presos e se dizem “surpresos” com informações divulgadas nas redes
Por Da Redação
atualizado há 10 meses
Publicado em
Alagoinha, uma cidade do Agreste que ainda não se recuperou do impacto da morte brutal do vereador Ezinho da Construção, amanheceu nesta terça-feira, 14 de agosto de 2025, tomada por uma nova onda de tensão. Uma operação policial foi deflagrada logo nas primeiras horas do dia, lançando sobre as ruas e sobre as redes sociais uma tempestade de boatos, vídeos e acusações. No meio dessa avalanche de informações, um nome se destacou para tentar separar os fatos da ficção: o advogado criminalista Dr. João Prudêncio.
Com um tom firme e palavras calculadas, João Prudêncio decidiu quebrar o silêncio e falar publicamente sobre o caso. Defensor de duas pessoas citadas durante as investigações, ele procurou o site para esclarecer que, ao contrário do que circulava em postagens e comentários inflamados, “ninguém está preso”. O advogado fez questão de frisar que seus clientes “estão até surpresos com as informações” e que permanecem tranquilos, convictos de sua inocência. “É preciso ter responsabilidade com o que se divulga”, alertou.
As declarações do advogado soam como uma tentativa de conter um incêndio alimentado pelo imediatismo das redes sociais. Na cidade, onde o crime do vereador ainda é assunto em cada esquina, a ação policial desta manhã foi interpretada por muitos como o início de uma reviravolta no caso. Mas, para Prudêncio, há um abismo entre investigações e condenações. “A apuração é necessária, mas isso não significa que haja culpabilidade. Meus clientes não devem e não temem nada”, disse, em tom de defesa e advertência.
O clima em Alagoinha, no entanto, segue carregado. Enquanto as viaturas cruzavam as ruas em busca de provas e depoimentos, as janelas se enchiam de olhares curiosos e preocupados. No comércio, conversas eram interrompidas para comentar o que “um amigo viu” ou o que “o grupo do WhatsApp” publicou. A morte de Ezinho da Construção já havia deixado cicatrizes profundas na comunidade, e cada novo movimento da polícia reabre feridas e levanta mais perguntas do que respostas.
Para João Prudêncio, a ação deve se apoiar na serenidade e no compromisso com a verdade. Ele ressalta que o momento exige cautela e que o julgamento precipitado, muitas vezes alimentado por manchetes e postagens, pode destruir vidas inocentes. “A justiça tem seu tempo, e não é o tempo das redes sociais. Confio que tudo será esclarecido e que a verdade prevalecerá”, finalizou. OUÇA ENTREVISTA ABAIXO.
Enquanto isso, a população de Alagoinha vive entre a ansiedade por respostas e o medo de mais revelações sombrias. A operação desta terça-feira talvez seja apenas mais um capítulo em uma história que parece longe de terminar — e na qual cada palavra dita, cada boato espalhado e cada passo da investigação pode mudar o destino de pessoas e famílias inteiras.
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