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PARAÍBA EM CHOQUE: Mulher trans se mutila e arranca os testículos. Homem é amarrado e tem órgão genital decepado, em casos distintos

Um deles envolve uma mulher trans de 19 anos, que sofreu grave automutilação em Santa Rita. No outro, um homem foi encontrado amarrado e com o órgão genital decepado em Campina Grande; companheira é apontada como suspeita

Por Flávio José Jardim atualizado há 7 horas
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PARAÍBA EM CHOQUE: Mulher trans se mutila e arranca os testículos. Homem é amarrado e tem órgão genital decepado, em casos distintos
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A Paraíba registrou, em poucos dias, dois episódios distintos envolvendo graves mutilações na região genital, em circunstâncias completamente diferentes. Os casos aconteceram em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, e em Campina Grande, no Agreste paraibano, e chamaram a atenção pela violência e pela gravidade dos ferimentos.

Mulher trans sofre automutilação em Santa Rita O primeiro episódio aconteceu na noite de 2 de setembro, em Santa Rita. Uma mulher trans, de 19 anos, procurou atendimento médico após provocar uma grave lesão na própria região genital. Segundo relatos divulgados por veículos locais, ela teria retirado os próprios testículos e levado o material até uma unidade de saúde.

A jovem recebeu os primeiros atendimentos na UPA de Tibiri e, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde passou por procedimento cirúrgico. Informações posteriores apontaram que o estado de saúde era considerado estável.

De acordo com o relato atribuído à paciente, a decisão teria ocorrido dentro de um contexto de relacionamento afetivo. Ela teria afirmado aos profissionais de saúde que o companheiro se incomodava com a presença dos órgãos genitais. A motivação, portanto, aparece nas reportagens como relato da própria paciente, e não como uma conclusão oficial sobre as circunstâncias do episódio.

Homem é encontrado amarrado e com órgão genital decepado O segundo caso aconteceu na noite de 6 de setembro, no bairro da Catingueira, em Campina Grande. Um homem de 33 anos foi encontrado pelo Samu com as mãos e os pés amarrados e uma grave mutilação na região genital. Ele foi levado ao Hospital de Trauma de Campina Grande.

Segundo o relato apresentado pelo próprio homem à Polícia Militar, a companheira teria sido responsável pela agressão. Ele afirmou que ela o teria imobilizado sob o pretexto de testar tipos de nós utilizados em treinamento de bombeiro civil e, depois, teria utilizado uma faca para cometer a mutilação.

A possível motivação estaria relacionada à suspeita de que o homem teria cometido violência sexual contra crianças que seriam filhos da companheira. Essa acusação, porém, não havia sido confirmada pelas autoridades nas informações divulgadas. A mulher fugiu e passou a ser procurada, enquanto o órgão decepado não foi localizado.

O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil. A investigação deverá apurar tanto a agressão contra o homem quanto a procedência das acusações de abuso sexual mencionadas no relato da vítima.

Dois casos, duas histórias diferentes Apesar de terem ocorrido com poucos dias de diferença e envolverem mutilações genitais, os episódios não possuem relação entre si. O primeiro foi um caso de automutilação envolvendo uma jovem trans em Santa Rita. O segundo foi uma agressão contra um homem em Campina Grande, que atribuiu o ataque à própria companheira.

Os dois episódios, entretanto, provocaram forte repercussão na Paraíba e permanecem cercados por investigações e versões que precisam ser esclarecidas pelas autoridades.

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