PESQUEIRA EM LUTO: O ADEUS A NEGUINHO DAS CONFECÇÕES COMOVE UMA CIDADE INTEIRA
Comércio silencia, corações se unem e multidão presta última homenagem a um homem que virou símbolo de amizade, trabalho e simplicidade
Por Flávio José Jardim
atualizado há 3 semanas
Publicado em
Pesqueira amanheceu mais silenciosa, mais pesada, mais triste. A cidade parou para se despedir de um dos seus filhos mais queridos: Ailton Holanda, eternizado no coração popular como Neguinho das Confecções.
A notícia de sua morte, ocorrida no dia 23 de março de 2026, caiu como um golpe profundo sobre comerciantes, amigos e familiares, espalhando uma onda de comoção que tomou conta de ruas, lojas e lares.
Neguinho não era apenas um comerciante. Era uma presença viva no cotidiano da cidade, um rosto conhecido, um sorriso fácil, uma conversa sempre pronta para acolher quem chegasse.
Durante meses, ele travou uma luta silenciosa e corajosa contra o câncer, enfrentando a doença com dignidade, fé e esperança, características que marcaram sua trajetória.
Mas, mesmo diante da dor, ele jamais deixou de ser aquele amigo presente, aquele homem trabalhador, aquele pesqueirense de alma leve e coração generoso.
O velório, realizado na quadra do antigo SESI, transformou-se em um verdadeiro encontro de despedida coletiva, reunindo centenas de pessoas que fizeram questão de prestar sua última homenagem.
Ali, entre lágrimas e abraços apertados, era possível perceber que Neguinho não partia sozinho. Ele levava consigo o carinho de uma cidade inteira.
O enterro, realizado na tarde da terça-feira, 24 de março, após às 16h, foi marcado por um cortejo emocionado, onde cada passo parecia carregar o peso da saudade.
Amigos de infância, colegas de trabalho, vizinhos e familiares caminharam juntos, unidos pela dor e pela lembrança de momentos compartilhados ao longo dos anos.
Entre as inúmeras mensagens de despedida, a comoção ganhou ainda mais força nas redes sociais, onde dezenas de vozes ecoaram em homenagem ao amigo que se foi.
Rosali Maciel expressou solidariedade com palavras de conforto, enquanto Niedson Galindo relembrou a amizade de infância, destacando o vazio deixado pela partida.
Gilmar Farias também lamentou a perda, assim como José Walmir, que desejou que Deus o recebesse de braços abertos em sua nova morada.
Mensagens simples, mas carregadas de sentimento, como as de Gilmar Propagand, Tica Britto, Josy Marques e Lucivaldo Paulo, mostraram que, às vezes, poucas palavras dizem tudo.
Silvia Margarete desejou paz ao amigo, enquanto Albany Antunes reforçou o apoio à família enlutada nesse momento de dor profunda.
José Antonio Neves trouxe palavras de fé, assim como Gorete Farias, que se uniu ao coro de solidariedade que tomou conta da cidade.
Drayton Cordeiro destacou o sofrimento da mãe, Dona Maria, figura central nesse luto, profundamente abalada pela perda do filho tão amado.
Marcilia Tenório relembrou momentos simples, mas valiosos, como as conversas na loja, que hoje se transformam em memórias eternas.
Edson Almeida e Eugenia Barros ressaltaram a bondade e o caráter trabalhador de Neguinho, características que o tornaram uma figura respeitada e admirada.
Josivan Galindo, Irene Belarmino e Águeda Lúcia Duque de Lima Chacon também deixaram mensagens de carinho, reforçando o quanto ele era especial para todos.
Iris Solange Cavalcanti Gonçalves e Ozeu de Carvalho Carvalho expressaram fé na vida eterna, enquanto Zé Simão e Maria Aparecida reforçaram o sentimento coletivo de perda.
Vanielle Freire, sem palavras, traduziu o sentimento de muitos, enquanto José Cícero desejou descanso celestial ao amigo.
Maria José trouxe lembranças carregadas de saudade, recordando momentos de alegria e brincadeiras que hoje ecoam como doces lembranças.
Luciano Barboza e Vera Lúcia enfatizaram a dor da família, especialmente da mãe, cuja ligação com Neguinho era profunda e conhecida por todos.
Leila Bezerra, Mauro Duarte, Vânia Vasconcelos e Fábio Pereira Cavalcanti também se uniram às homenagens, mostrando a dimensão da perda.
Outros nomes, como Vera Lúcia Chalegre de Freitas, Lúcia Coata, Breezy Bown e Ângela Maria Tenório, reforçaram o sentimento coletivo de saudade.
Paulo Eleno, Sérgio Soeres e Geralda Torres destacaram a grande perda para a cidade, enquanto Allan Ramos e Gilmar Sobral enviaram apoio à família.
Ademilson Rocha relembrou os tempos de escola, mostrando que a história de Neguinho atravessava gerações e memórias.
Fernando Chacon e Socorro Souto direcionaram palavras especialmente à Dona Maria, símbolo da dor mais profunda nesse momento.
Genildo Oliveira resumiu o sentimento geral: Pesqueira está triste, profundamente abalada, tentando entender a ausência de alguém tão presente.
Fatima Santos destacou que toda a cidade se solidariza, reconhecendo que a perda é irreparável.
Entre tantas vozes, um sentimento se repete: saudade. Uma saudade que não cabe em palavras, mas que se espalha em cada esquina da cidade.
Neguinho das Confecções parte, mas deixa um legado invisível e poderoso: o da amizade sincera, do trabalho digno e da simplicidade que conquista corações.
Pesqueira não se despede apenas de um homem. Despede-se de uma história, de um símbolo, de um pedaço de si mesma.
E enquanto o tempo segue, fica a certeza de que sua memória continuará viva, costurada na alma da cidade que ele tanto amou.
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