Política

O Prefeito Mandacaru Prepara nova vítima: Cuidado! Quem se encosta demais acaba espetado. Você sabe quem é?

Pelo menos dois líderes já foram vítimas do “mandacarulóide” e outro líder, que já foi gestor, está na mira. Aguarda ser apoiado, mas já tem medo se ser preterido no final. O “rei nu” do interior que promete tudo, controla tudo e, no fim, não entrega nada — só espinho.

Por Flávio José Jardim atualizado há 2 meses
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O Prefeito Mandacaru Prepara nova vítima: Cuidado! Quem se encosta demais acaba espetado. Você sabe quem é?

 

prefeito
prefeito (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

AGRESTE DE PERNAMBUCO - No agreste, todo mundo conhece um político que parece ter brotado direto da caatinga: duro, espinhoso e difícil de arrancar. É o chamado Prefeito Mandacaru. De longe, parece firme, resistente, quase heroico. De perto, porém, quem encosta demais descobre rápido a verdade: o bicho fura. E fura sem dó. Aliados que chegam perto demais saem espetados politicamente, sangrando no meio da estrada ou nas urnas.


  Esse Mandacaru político é aquele prefeito que se acha dono da cidade. Centraliza tudo. Decide tudo. Controla tudo. Secretário não manda, vereador não decide, aliado não opina. Tudo gira em torno dele, como se a prefeitura fosse propriedade particular. Na frente do povo faz cara de bom moço, distribui abraço, doses, sorriso e tapinha nas costas. Mas nos bastidores, dizem os que já sentiram o ferrão, a história é outra: rancor guardado em gaveta e perseguição pronta para quem ousa discordar.


  O prefeito Mandacaru, que seus espinhos furam aliados, esse espantalho político do interior pernambucano, concentra em si todos os poderes como se fosse o dono absoluto da cidade. Ele não delega nada, suga o grupo ao redor e finge ser bonachão, mas é rancoroso e perseguidor nato. 


  No Nordeste, especialmente em Pernambuco, esses "mandacarus" brotam como cactos secos: figuras inalcançáveis que prometem apoio a sucessores, mas só ensaiam o teatro para se perpetuar no poder. Vereadores que se encostam demais nele se “furam” politicamente, viram bucha de canhão em suas maquinações. É o clássico: "Aproxime-se e queime as asas". 


  Ele "ensaia" apoio para vários, distribui sorrisos falsos e promessas vazias, mas vive pulando de galho em galho e, no fim, engana a todos e não apoia ninguém. Aliás, só apoia de acordo com seus interesses pessoais. Inclusive, segundo uma fonte segura, esperava até o fim uma “brechinha eleitoral” para viver mais um mandato. Não deu. Terá que apoiar outro, ou como é do próprio feitio, fingir que apoia. Pelo menos dois líderes já foram vítimas do “mandacarulóide” e outro líder, que já foi gestor, está na mira. Aguarda ser apoiado, mas já tem medo se ser preterido no final.


 Mas, o Mandacaru é esperto. Deixa essa decisão para última hora para sangrar mais vítimas. Não se contenta em furar um ou dois, quer furar todos.    


  Ele é puro embuste democrático. Diz-se democrata, está numa legenda democrática, mas de democracia não tem nada – é um déspota de terno, que ignora estatutos de partido e ética básica. Mesmo em partido tido como social, Mandacaru ri dos princípios: usa o grupo como escada para subir e, ao chegar no topo, chuta a escada. 


  “Rancoroso ao extremo, guarda mágoas como tesouro e persegue quem ousa discordar, tudo sob o manto de um bonachão de interior que tem vergonha das próprias raízes”, diz um ex-político, que saiu da política por sofrer danos cerebrais severos. O Rei, quer ser elite sem ser: despreza o cheiro de terra do sertão, sonha com salas de ar-condicionado em Recife, mas continua preso à cadeira de executivo. 


  Sabe que vai sair do poder – a hora chega para todos –, mas finge que manda para sempre, como se o tempo parasse no seu reinado de ilusões. Como diz Chico Buarque em sua genialidade afiada: "Amanhã há de ser outro dia". Para Mandacaru, esse amanhã é o apocalipse político. Ele tenta mostrar sucessores falsos, arma palanques de mentirinha, mas é só fumaça: ninguém herda o trono porque o rei nunca quis dividir a coroa. 


  Não só essa cidade em questão tem um exemplar desse Mandacaru. Cidades nordestinas cheias desses tipos: prefeitos que centralizam, traem e caem sozinhos, deixando um rastro de aliados queimados e promessas podres. Mandacaru, o concentrador patológico, transforma a prefeitura em feudo pessoal, onde vereadores viram fantoches ou vítimas. Sua perpetuação no poder é uma novela ruim: capítulos de falsas alianças, cliffhangers de traições e final previsível de abandono geral. 


  Perseguidor disfarçado de pai da nação, ele bonacha para as câmeras e apunhala pelas costas quem ousa sonhar com autonomia. Vergonha de ser do interior? Ele cosmopolita de araque, elite de quinta, que lambe botas metropolitanas enquanto esmaga o povo local. Mas o poder escapa: sabe que a cadeira vai embora, que as costas se virarão, e aí restará o eco das risadas dos enganados. 


  No fim, prefeito Mandacaru é lição viva: o cacto seco do Nordeste fura a si mesmo, e amanhã, como canta Chico, “o pigmeu do Boulevard” será esquecido, outro dia raiará sem sua sombra rancorosa. Quando os verdadeiros líderes do povo ascenderem ao poder não vão concordar em dar ao menos o nome do Mandacaru a uma terceira travessa de uma rua conhecida ou colocar o nome dele em um beco da cidade. Vai sumir da história.

 

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p (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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p (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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