POLÍCIA DO RIO AVANÇA CONTRA ESQUEMA LIGADO AO COMANDO VERMELHO E TEM ORUAM ENTRE OS ALVOS
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), mais uma fase da Operação Contenção, em uma ofensiva voltada ao combate da expansão territorial do Comando Vermelho e de sua estrutura de lavagem de dinheiro. A ação colocou no centro das atenções nomes de forte repercussão, entre eles o rapper Oruam, sua mãe, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, e seu irmão, Lucca Nepomuceno.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 6 horas
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Ao todo, a 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado da Capital expediu 12 mandados de prisão preventiva. A ofensiva é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes e também mira integrantes apontados como chefes da facção, incluindo Marcinho VP, pai de Oruam, que já está preso. Segundo as investigações, mesmo encarcerado, ele seguiria exercendo influência sobre a organização criminosa.
Oruam já era considerado foragido desde fevereiro, após violar as condições impostas pelo uso de tornozeleira eletrônica no processo em que responde por tentativas de homicídio. O caso remonta a julho do ano passado, quando houve uma confusão com policiais em frente à residência do artista. Agora, o nome do rapper volta a aparecer em meio a uma nova etapa da operação, ampliando ainda mais a repercussão do caso.
Além do cantor, a polícia tenta localizar a empresária Márcia Gama e Lucca Nepomuceno. Márcia chegou a ser alvo de um mandado de prisão em março, no âmbito da Operação Contenção Red Legacy, mas não foi encontrada na ocasião. No início deste mês, ela obteve habeas corpus da Justiça do Rio e deixou de ser considerada foragida, condição que voltou a vigorar nesta nova fase da investigação.
Entre os nomes listados nos mandados também estão apontados operadores financeiros e lideranças do Comando Vermelho, alguns já foragidos em outros processos. Um dos alvos, Carlos Alexandre Martins da Silva, identificado como responsável por movimentações financeiras da facção, foi preso nesta quarta-feira (29), em mais um desdobramento da ofensiva policial.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes, a operação é resultado de cerca de um ano de apurações com base na análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos e no cruzamento de informações financeiras.
As investigações apontam para um sistema estruturado para receber, fragmentar e reinserir recursos ilícitos no circuito econômico formal. Segundo a polícia, valores oriundos do tráfico eram distribuídos a operadores financeiros, que usavam contas de terceiros para pulverizar quantias, além de direcionar recursos para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial.
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