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SAÚDE | Pesqueira tem três casos suspeitos de varíola dos macacos. Saúde Municipal tranquiliza população

O Secretário de Saúde de Pesqueira, Thiago Muniz, tranquiliza a população e disse que “de fato estamos com três casos suspeitos, mas aguardamos os resultados dos exames”.

Por Flávio José Jardim atualizado há 4 anos
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SAÚDE | Pesqueira tem três casos suspeitos de varíola dos macacos. Saúde Municipal tranquiliza população

PESQUEIRA (PE) – A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Pesqueira confirmou hoje (09 de agosto), que existem três casos suspeitos da Varíola dos Macacos no município, agreste de Pernambuco.

       Uma nota será emitida nesta terça-feira para anunciar os resultados dos exames que foram realizados nos pacientes. “De fato estamos com 03 casos suspeitos aqui em Pesqueira… Estamos aguardando os resultados dos exames que foram realizados. Provavelmente ainda hoje estaremos emitindo uma Nota Oficial pela Secretaria de Saúde”, informou o Secretário Thiago Muniz.

       “É importante tratarmos com muita transparência as informações para não causar pânico na população”, completou o secretário.

THIAGO MUNIZ, SECRETÁRIO DE SAÚDE DE PESQUEIRA

       Os casos suspeitos de Monkeypox no munícipio de Pesqueira “são de pacientes que estão aguardando resultados de exames em isolamento domiciliar, apresentando apenas sintomas leves e sendo monitorados pelos profissionais de saúde”, informou a Vigilância Sanitária de Pesqueira.

EM PERNAMBUCO

       O número de registros suspeitos de varíola dos macacos (monkeypox) dobrou em Pernambuco.

       É importante o isolamento em casos suspeitos e também a responsabilidade sanitária de cada indivíduo. Segundo o infectologista Demétrius Montenegro, em entrevista recente, “nesse surto, o modo de transmissão é de pessoa para pessoa”.

       Ele afirmou, ainda, que o problema é o contato com as lesões contaminantes e com a exposição direta às gotículas respiratórias contendo o vírus.

       Em junho, a Secretaria de Estadual de Saúde (SES-PE), emitiu nota técnica para os serviços de saúde das redes públicas e também privada sobre as diretrizes a serem adotadas para vigilância, acompanhamento e manejo clínico dos casos suspeitos e confirmados.

       “Nos casos de maior gravidade, os pacientes devem ser encaminhados, via Central de Regulação, para as unidades de referência em doenças infectocontagiosas (Hospital Correia Picanço, Hospital Universitário Oswaldo Cruz e Hospital das Clínicas).

O QUE É A VARÍOLA

A varíola dos macacos foi declarada emergência global em saúde pela Organização Mundial em Saúde (OMS) no sábado (23 de junho). Mais de 16 mil casos da doença já foram relatados em 75 países, com ao menos cinco mortes.

O primeiro caso confirmado em Pernambuco foi envolvendo um morador de São Paulo. O homem saiu de Guarulhos para passar uma temporada no Grande Recife.

SINTOMAS E PREVENÇÃO

       A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama, independentemente da orientação sexual de quem está infectado.

       A doença costuma causar os seguintes sintomas iniciais:

febre;

dor de cabeça;

dores musculares;

dor nas costas;

gânglios (linfonodos) inchados;

calafrios;

exaustão

       Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

       De acordo com o Ministério da Saúde, as pessoas com sintomas da doença devem procurar atendimento médico caso apresentem algum sintoma suspeito, e emitiu as seguintes recomendações:

       Mantenham uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados com o vírus;

       Afastem-se de pessoas que apresentem sintomas suspeitos como febre e lesões de pele-mucosa (erupção cutânea, que habitualmente afeta o rosto e as extremidades e evolui de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e posteriormente crostas);

       Usem preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente;

       Estejam alertas para observar se sua parceria sexual apresenta alguma lesão na área genital e, se presente, não tenham contato;

Procurem assistência médica, caso apresentem algum sintoma suspeito, para que se estabeleça diagnóstico clínico e, eventualmente, laboratorial.

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