Suplente é preso acusado de mandar matar vereador
Crime chocou a cidade e revelou a face sombria da política no Agreste
Por Flávio José Jardim
atualizado há 6 meses
Publicado em
O Agreste de Alagoas foi abalado nesta semana com a prisão do 1º suplente de vereador de Campo Grande, acusado de ser o mandante do assassinato de José Feliciano Lessa Leandro, conhecido como Pitú. O crime, ocorrido em 10 de junho de 2025, expôs as disputas e traições que muitas vezes se escondem por trás dos palanques e sorrisos da política local.
A prisão foi efetuada na última quinta-feira (9), após intensa investigação da Delegacia de Homicídios da 12ª Região. O suspeito, cujo nome não foi divulgado, foi detido com a motocicleta usada no crime e seu aparelho celular, que passarão por perícia. O mandado foi expedido pela Comarca de Girau do Ponciano.
Segundo informações obtidas pela polícia, o suplente teria interesse direto na morte de Pitú, já que, com o assassinato, herdaria a cadeira na Câmara Municipal. O crime, portanto, teria motivações políticas — um ato frio e calculado que transformou a ambição em tragédia.
O vereador Pitú era conhecido em Campo Grande por seu trabalho social e por sua popularidade crescente. Sua morte gerou comoção e revolta, levantando uma nuvem de medo sobre a classe política da região. “Foi uma execução planejada. Um crime contra a democracia”, disse um policial envolvido na investigação.
O suspeito está agora à disposição da Justiça, enquanto a polícia segue colhendo provas e investigando possíveis coautores. Em uma região acostumada com o calor das campanhas, o caso reacende o debate sobre os limites da ambição e o preço da vida pública. Em Campo Grande, a política sangrou — e a cidade ainda tenta compreender o porquê.
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