Um mês de silêncio. Um mês sem Iara e Diego: a cidade que ainda chora uma ausência
Saudade e comoção em Pesqueira. Tragédia na BR-232 deixou marcas profundas em famílias e amigos
Por Flávio José Jardim
atualizado há 10 meses
Publicado em
O tempo passou, mas a dor ainda parece estacionada no mesmo ponto daquele domingo de Finados. Em Pesqueira, familiares e amigos se preparam para completar um mês da trágica morte de Iara e Diego, um casal conhecido e querido, vítima de um acidente devastador na BR-232, nas proximidades do distrito de Ipanema.
A colisão frontal entre um Fiat Siena e um Fiat Mobi foi tão violenta que os veículos ficaram completamente destruídos. A rodovia, acostumada a ver o fluxo da vida seguir, tornou-se palco de um cenário de desespero, sirenes e lágrimas. Além do casal, o jovem Adrian Roberto, de Lajedo, também perdeu a vida.
O resgate mobilizou o Corpo de Bombeiros, Samu e a Polícia Rodoviária Federal, que ainda investiga as causas do acidente. Para quem chegou ao local, a cena era de cortar o coração, marcada pelo silêncio pesado e pela perplexidade dos que passavam.
Em meio à dor, a família encontrou forças para agradecer. Em nome de todos, Rita expressou gratidão pelas mensagens, orações e gestos de carinho que chegaram de toda a região. Segundo ela, o amor demonstrado pelo povo ajudou a suportar, ainda que minimamente, a ausência irreparável.
Memórias, fotos e lembranças agora se tornam relíquias emocionais que sustentam quem ficou. Em cada rua, em cada conversa, o nome de Iara e Diego continua ecoando como um testemunho de amor interrompido de forma tão abrupta.
O que permanece é o apelo silencioso por mais cuidado nas estradas, mais consciência e mais responsabilidade. Porque nenhuma família deveria aprender o significado da saudade da forma mais cruel.
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