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VAQUEIRO, FÉ E TRADIÇÃO: Missa do Vaqueiro encerra São João de Petrolina com emoção, preces e cultura sertaneja

Neste domingo (29), Petrolina viveu um momento de intensa emoção e tradição: a Missa do Vaqueiro, encerramento simbólico do São João sertanejo, celebrou a fé de homens e mulheres que mantêm viva a cultura do campo. Com mais de 80 anos de existência, o evento ofertou ao Rio São Francisco um espetáculo de religiosidade e ancestralidade.

Por Flávio José Jardim atualizado há 1 ano
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VAQUEIRO, FÉ E TRADIÇÃO: Missa do Vaqueiro encerra São João de Petrolina com emoção, preces e cultura sertaneja

 

 

 

Desde as primeiras horas, centenas de vaqueiros e vaqueiras montaram seus cavalos, trajando couro e chapéus, compondo um cortejo que se estendeu da orla até o Estádio Paulo Coelho. A presença do prefeito Simão Durando, do vice Ricardo Coelho e do ex-prefeito Miguel Coelho reforçou a grandiosidade do evento.

 

A devoção ganhou forma sob os acordes de sanfona e aboios, que ecoaram pelas ruas e quebraram o silêncio da madrugada sertaneja. O povo bateu palmas, soltou lágrimas, comemorou a fé preservada ao longo de gerações.

 

À beira do rio, a missa foi presidida pelo padre José Guimarães, que, com voz firme, uniu cantos emocionantes e orações tocantes. O Terço dos Homens da Cohab Massangano, aboiadores Edvaldo e Jocélio Vaqueiro, junto com o Coral de Aboio, entoaram clássicos como “Ave Maria Sertaneja” com solenidade inesquecível.

 

O prefeito Simão Durando enfatizou que a Missa do Vaqueiro é mais que ritual: é resistência cultural e homenagem a quem construiu essa terra. “Celebramos a fé de um povo que nunca deixa de agradecer”, declarou, emocionando quem ouvia.

 

O encerramento com Sérgio do Forró e Raimundinho do Acordeon transformou a celebração em um festejo por excelência. Forró raiz ecoou, alegria reinou e a multidão celebrou a fé com alegria contagiante.

 

Há sentimento unânime: a tradição foi preservada em grande estilo. Uma missa que reafirma a identidade sertaneja, celebra a vida no campo e honra gerações.

 

Petrolina, com sua Missa do Vaqueiro, mostrou ao Nordeste — e ao Brasil — que fé, cultura e fé no campo continuam pulsando com força. Um espetáculo que transcende a religiosidade e ecoa no coração do Nordeste.

 

vaqueiro
vaqueiro (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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