Política

Voz pelos que não falam

Pesqueira amplia ações em defesa dos animais abandonados

Por Flávio José Jardim atualizado há 1 ano
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Voz pelos que não falam

O abandono e os maus-tratos a animais continuam sendo uma ferida aberta nas cidades brasileiras, e Pesqueira não é exceção. Neste final de semana, o presidente da Câmara de Vereadores, Guila Araújo, visitou o espaço mantido pela Prefeitura destinado ao acolhimento de cães e gatos resgatados. O local abriga dezenas de animais, muitos deles vítimas de abandono cruel ou violência, mas que agora encontram a chance de recomeçar.

 

A visita de Guila Araújo destacou não apenas o trabalho realizado pela equipe de cuidadores, veterinários e voluntários, mas também a necessidade urgente de ampliar a conscientização da população. Para além da alimentação e do abrigo, as ações de castração vêm sendo realizadas de forma contínua, ajudando a conter a superpopulação de animais de rua — um problema que impacta diretamente a saúde pública e o convívio social.

 

Apesar dos avanços, o desafio de garantir lares responsáveis para esses animais ainda é imenso. Muitos cães e gatos, mesmo depois de resgatados e tratados, aguardam pela chance de encontrar famílias que os recebam com amor e respeito. Guila Araújo ressaltou que adotar é um ato de cidadania e de humanidade, lembrando que cada animal retirado das ruas representa uma vida que ganha dignidade.

 

Outro ponto fundamental é a necessidade de reforçar a legislação e a fiscalização contra maus-tratos. O abandono e a crueldade contra animais são crimes previstos em lei, mas, muitas vezes, permanecem impunes por falta de denúncia ou de ações mais firmes. Nesse sentido, o vereador fez questão de parabenizar ONGs, coletivos de protetores e cidadãos engajados que dedicam tempo e esforço a essa causa.

 

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, em parceria com entidades locais, tem fortalecido a rede de apoio e campanhas de conscientização. No entanto, como frisou Guila Araújo, a mudança efetiva depende da sensibilização de toda a sociedade. É preciso transformar a cultura de descaso em uma cultura de cuidado e responsabilidade.

 

Em Pesqueira, cada animal resgatado carrega uma história de dor, mas também a possibilidade de um novo capítulo de esperança. O trabalho de resgate, castração e adoção é, acima de tudo, um ato de humanidade — e a cidade mostra que está disposta a lutar por aqueles que não têm voz, mas que sentem, sofrem e amam como qualquer ser vivo.

 

 

 

 

 

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