Casal é Executado Dentro de Casa em Primavera
Madrugada de horror na Mata Sul termina em duplo homicídio
Por Flávio José Jardim
atualizado há 6 meses
Publicado em
O relógio marcava 2h da madrugada quando o silêncio do Engenho Tolerância, na zona rural de Primavera, foi rasgado por estampidos. Três homens vestidos de preto, rostos cobertos, bateram à porta dizendo ser policiais. Em poucos minutos, transformaram uma casa simples em palco de uma execução fria e calculada.
As vítimas, identificadas como Adeilton Ferreira do Carmo, de 38 anos, e Maria José da Silva Filha, de 40, foram mortas com tiros certeiros na cabeça. O corpo de Adeilton foi encontrado na cozinha, o de Maria José, no quarto. A violência dos disparos — de pistola e calibre 12 — não deixou dúvidas: tratava-se de uma sentença de morte cumprida sem piedade.
Testemunhas contaram que os criminosos mandaram Adeilton deitar-se antes de disparar repetidas vezes. Maria José, ainda deitada, foi a segunda a ser executada. Nenhum objeto de valor foi levado. Nada foi dito. Só o som seco dos tiros e o desespero que ficou preso nas paredes da casa.
A Polícia Civil isolou o local e o Instituto de Criminalística recolheu provas. Os corpos seguiram para o IML do Recife, enquanto a comunidade, aterrorizada, passou a dormir de portas trancadas e olhos abertos.
Para os vizinhos, o casal era pacato, trabalhador. O que motivou tamanha crueldade ainda é mistério. Mas o medo, esse sim, já se espalhou pelas estradas de barro de Primavera.
O duplo homicídio virou símbolo da impunidade que assombra o interior pernambucano. E cada morador agora se pergunta: quem são esses homens que se dizem “policiais”, mas carregam apenas a farda do terror?
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