Fim da escala 6×1 ganha força no governo e reacende debate trabalhista
Proposta de jornada 5×2 sem redução salarial divide opiniões no país
Por Flávio José Jardim
atualizado há 8 horas
Publicado em
Uma mudança histórica nas relações de trabalho voltou ao centro do debate nacional. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reafirmou que o governo federal pretende priorizar o fim da escala 6×1, defendendo a adoção de uma jornada máxima de cinco dias de trabalho por semana e dois de descanso.
Segundo o ministro, a proposta prevê também a redução da carga horária para 40 horas semanais sem corte salarial. Para ele, a medida representa um avanço na qualidade de vida dos trabalhadores e se alinha a conquistas históricas como férias remuneradas e 13º salário.
A declaração reacendeu reações do setor empresarial, que demonstra preocupação com possíveis impactos econômicos. Boulos, porém, minimizou as críticas e afirmou que resistências sempre acompanharam a ampliação de direitos trabalhistas no Brasil.
Além da jornada, o ministro citou outras prioridades do governo, como a criação de um Ministério da Segurança Pública por meio da PEC da Segurança e a regulamentação do trabalho por aplicativos, tema que vem gerando pressão de motoristas e entregadores.
No caso dos aplicativos, a proposta busca estabelecer regras mais claras sobre a divisão de lucros e garantir maior proteção social aos trabalhadores. Boulos criticou a fatia significativa que as plataformas retêm das corridas e defendeu equilíbrio nas relações.
Enquanto o debate avança em Brasília, especialistas avaliam que a discussão promete ser uma das mais intensas do ano, com impacto direto na rotina de milhões de trabalhadores e no modelo produtivo do país.
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