Política

O "SHOW DA XUXA" QUE ME REFERI É ESSE... PESQUEIRA: UMA CIDADE À DERIVA

O verdadeiro pesqueirense “pegou ar”. A antiga "Athenas do Sertão", hoje vive uma realidade dramática e angustiante. Em tempos passados, foi considerada uma cidade promissora, com ares de grandeza e relevância regional.

Por Flávio José Jardim atualizado há 1 ano
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O "SHOW DA XUXA" QUE ME REFERI É ESSE... PESQUEIRA: UMA CIDADE À DERIVA

 

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capa (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

PESQUEIRA (PE) - Atualmente, no entanto, testemunha sua própria decadência política, econômica e social. A cidade, que um dia se destacou no cenário estadual, está à deriva, sem identidade e sem um rumo claro, afundando em uma polarização interminável que, ao invés de unir, apenas divide e fragmenta.

 

Política em Pesqueira tornou-se um jogo de sobrevivência. As disputas eleitorais não são mais motivadas por propostas transformadoras, mas sim por uma luta insana pelo poder, onde o objetivo é apenas substituir um grupo pelo outro, sem compromisso real com a mudança.

 

 Um ciclo vicioso se repete: “se não for agora, será no próximo governo”. E assim, a cidade passa a ser refém de promessas vazias, de alianças temporárias e de uma política pautada na troca de favores pessoais, onde "filhos de fulano" ocupam cargos públicos não por mérito, mas por afinidade ou compromisso político.

 

A prática política em Pesqueira, na verdade, se resume à política das migalhas, onde promessas sem fundamento são feitas para enganar a população. Os políticos parecem incapazes de articular projetos de longo prazo que, de fato, possam gerar benefícios duradouros. A cada novo ciclo eleitoral, surgem projetos megalomaníacos e soluções fantasiosas – promessas de fábricas, projetos ferroviários mirabolantes, parques suntuosos e tantas propostas vãs que, na prática, não têm nenhum potencial de transformar a cidade em uma metrópole ou em um polo econômico.

 
     Esses projetos, no fim das contas, são apenas armadilhas para o gasto público e para a ilusão de um futuro que nunca chega.

 

 

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ar (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

O que a cidade realmente precisa é de uma política sólida, voltada para o desenvolvimento real, para a geração de emprego e a melhoria da qualidade de vida da população. No entanto, Pesqueira continua sendo negligenciada enquanto outras cidades, como Alagoinha, Poção, Belo Jardim, Sanharó, Arcoverde e Venturosa, seguem ampliando seus horizontes, implementando projetos concretos e colhendo os frutos do seu trabalho, tornando-se exemplos de prosperidade para a região. E enquanto essas cidades seguem seu caminho de crescimento, Pesqueira se encolhe, murcha e perde sua relevância, sem nunca permitir que um verdadeiro protagonismo seja exercido por seus cidadãos.

 

A situação só piora quando se observa a falta de oportunidades reais de emprego. Os pesqueirenses vivem em um ciclo de subempregos temporários, com salários baixos e poucas perspectivas. A esperança de uma cidade mais próspera e dinâmica vai se tornando um sonho distante. É inadmissível que uma cidade com tanto potencial tenha se acomodado à miséria da falta de emprego digno e da escassez de oportunidades. E o mais triste é perceber que muitos políticos não têm o mínimo interesse em resolver esse problema, preferindo manter a população em um estado de dependência, onde qualquer migalha recebida é vista como um grande favor.

 

Pesqueira já foi um lugar de grandes líderes e realizações. A cidade que deu ao mundo nomes ilustres merece mais do que a mediocridade que se tornou seu destino. Foi uma terra de fábricas e empresas que geravam empregos e riqueza. Porém, as portas das fábricas foram se fechando, e os antigos ícones do progresso pesqueirense foram se tornando apenas figuras de um passado que nunca mais se repetirá. O que antes era um centro econômico de importância, hoje parece ser um vazio, alimentado por promessas ilusórias e projetos inacabados.

 

POLÍTICA

 

A política da cidade também se tornou um verdadeiro labirinto, onde a democracia parece ser constantemente golpeada. O resultado disso é uma instabilidade política sem precedentes, onde o Estado Democrático de Direito é desrespeitado e as eleições são verdadeiras brigas de torcida. A identidade política de Pesqueira, um dia forte e vibrante, está se esvaindo. O município já não sabe mais quem é ou o que quer ser. As constantes disputas internas, que mais parecem rivalidades pessoais, vão deixando a cidade à mercê de interesses próprios e de jogos de poder, que não servem à população, mas sim a quem os joga.

 

A cidade de Pesqueira, com sua rica história e tradição, já não é mais a terra da Peixe, das Casas José Araújo, da Cica Norte, da Rosa ou da Ford. Essas conquistas estão no passado e, por mais que ainda possuam um valor simbólico, não garantem o futuro. O que se espera agora é uma nova Pesqueira, altiva, forte, competitiva, com liquidez e com circulação financeira. É urgente que a cidade encontre uma forma de se reerguer, de criar uma economia sólida e estável, com geração de empregos, educação de qualidade e infraestrutura moderna.

 

A sociedade pesqueirense, que tanto contribui para o desenvolvimento de sua região, espera mais do que retórica. Ela anseia por um verdadeiro estadista, alguém que não se interesse por jogos de poder, mas que tenha a capacidade de transformar a cidade em um lugar melhor para se viver. Esse estadista precisa ser alguém com coragem para quebrar o ciclo vicioso da polarização política e investir no que realmente importa: a qualidade de vida da população e o desenvolvimento sustentável.

 

O cenário atual de Pesqueira é desolador. As disputas mesquinhas entre grupos políticos, que se alimentam de uma constante torcida pelo erro do outro, apenas aprofundam o abismo da cidade. Esse comportamento político infantil, de torcer para que os rivais fracassem para que o próprio grupo retorne ao poder, é uma afronta à democracia e ao espírito de coletividade que deve nortear a política. Não é possível que uma cidade com tanto potencial continue sendo refém desse ciclo de vitórias e derrotas eleitorais sem jamais avançar. Isso não é ser patriota, nem ser pesqueirense. Isso é ser egoísta, vivendo à custa da desgraça alheia.

 

Pesqueira precisa acordar para a urgência de sua transformação. O futuro da cidade depende da capacidade de seus cidadãos de se unirem, de pensar grande e de buscar soluções que realmente atendam às suas necessidades. Para isso, é necessário um novo começo, onde a cidade deixe para trás o velho ciclo de promessas não cumpridas e olhe para o futuro com coragem e determinação. Só assim Pesqueira poderá recuperar sua grandeza e oferecer aos seus filhos e netos uma cidade próspera, justa e cheia de oportunidades. O verdadeiro pesqueirense “pegou ar”. 

 

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contra capa (Flávio/flaviojjardim.com.br)

 

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