JULIANO DA NOVA ARTE | Lira da Tarde: 87 Anos de Tradição, Alegria e Identidade no Carnaval de Pesqueira
O maior bloco de carnaval de rua do interior de Pernambuco se prepara para sua grande festa, homenageando um ícone da cidade: Juliano da Nova Arte, responsável por colorir a vida dos pesqueirenses com sua arte e empreendedorismo.
Por Flávio José Jardim
atualizado há 1 ano
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O CARNAVAL DE PESQUEIRA, no Agreste de Pernambuco, é sinônimo de tradição, alegria e história. Em 2025, o maior bloco de rua do interior do estado, o Lira da Tarde, celebra com orgulho seus 87 anos de existência. O bloco, que já é um patrimônio cultural de Pesqueira e de Pernambuco, leva milhares de foliões às ruas todos os anos, unindo gerações em uma explosão de cores, ritmos e energia. E neste ano, um homenageado especial, Juliano Lima, da Nova Arte Gráfica Digital, é reconhecido por sua valiosa contribuição para a cidade e para a cultura local.
A MAGIA DO LIRA DA TARDE
Desde 1938, o Lira da Tarde encanta e atrai pessoas de todas as idades. Originado por boêmios pesqueirenses, o bloco teve um início tímido, sendo conhecido como "Cachorro do Mundo", nome que não despertava simpatia entre a população. Mas o tempo, como a própria história do bloco, transformou tudo. Renomeado para Lira da Tarde, o bloco ganhou força e espaço no coração dos pesqueirenses. Hoje, ele se destaca não só como uma festa popular, mas como um símbolo de união e de resistência cultural, que atravessa gerações e perpetua a alegria do Carnaval.
Em seus 87 anos, o Lira da Tarde carrega mais do que a tradição. Ele carrega a alma do povo pesqueirense, que, por meio da folia, celebra a sua identidade, sua história e sua alegria. “O Lira da Tarde é do povo! É de Pesqueira! É um patrimônio histórico da cidade e de Pernambuco”, afirma um emocionado foliã. Com o passar do tempo, o bloco deixou de ser um evento marginalizado para se tornar a festa mais aguardada da cidade, e sua importância só cresce. "Fazemos questão de ir. Para mim, o Lira da Tarde é o que há de melhor", diz outra foliona, cujo amor pela festa atravessa gerações.
O CARNAVAL DE PESQUEIRA: UMA ENERGIA CONTAGIANTE
O bloco Lira da Tarde se tornou uma verdadeira energia coletiva, uma festa onde o povo se reúne para celebrar a vida, o ritmo e a cultura. Para muitos, o Carnaval de Pesqueira é o evento mais importante do ano. “São seis meses de preparação até o carnaval. Vale muito. A energia começa o ano inteiro”, afirma um passista do bloco. E a cada desfile, a alegria é renovada. A cada confete jogado, a cada serpentina que sobe ao ar, uma memória é construída, perpetuando a história da cidade.
Quem participa do Lira da Tarde sabe que a festa vai além do samba e da folia: ela é uma celebração da memória afetiva, da vivência comunitária e da rica história de Pesqueira. Para as novas gerações, que crescem em meio a esse mar de alegria, o bloco não é apenas uma festa, mas uma forma de se conectar com o passado e de perpetuar a tradição. O carnaval de rua de Pesqueira é uma escola viva de cultura popular, uma celebração do que é genuinamente nosso.
HOMENAGEM ESPECIAL A JULIANO DA NOVA ARTE
E como toda grande história merece ser contada, neste Carnaval de 2025, o Lira da Tarde irá homenagear Juliano Lima, empresário e líder da Nova Arte Gráfica Digital. Com uma trajetória que reflete perseverança, inovação e empreendedorismo, Juliano se tornou uma referência no Agreste de Pernambuco e no Brasil. Sua empresa, a Nova Arte, é líder no mercado de impressão digital, e seu trabalho tem impactado diretamente a vida de muitos pesqueirenses e agrestinos, proporcionando novas possibilidades e colorindo a vida das pessoas.
A Nova Arte tornou-se um símbolo de excelência em impressão, sempre na vanguarda das novas tecnologias, participando das maiores feiras internacionais e trazendo para a região equipamentos de última geração. Juliano não é apenas um empresário de sucesso, mas também um grande incentivador da cultura local, apoiando eventos e iniciativas que promovem o desenvolvimento da cidade. O presidente do bloco, José Cristóvam, e toda a diretoria do Lira da Tarde destacam o valor de Juliano: "Queremos juntos fazer uma grande festa, para que fique na memória de todos os simpatizantes do Bloco, assim como eternizou-se o Hino Lira da Tarde", disse Cristóvam.
O CARNAVAL COMO SÍMBOLO DE ESPERANÇA E RENOVAÇÃO
O Lira da Tarde é, sem dúvida, mais do que um bloco de carnaval. Ele é um símbolo de resistência cultural, de preservação da memória e da identidade de Pesqueira. Ele é, acima de tudo, uma festa de esperança e renovação. Neste ano, ao celebrar seus 87 anos, o bloco reafirma sua importância não só para a cidade, mas para todo o Estado de Pernambuco, consolidando-se como o maior e mais querido bloco de carnaval do interior.
O Lira da Tarde é a união de gerações, a força do povo, a beleza da tradição e a energia da festa. E assim, ano após ano, ele segue levando a alegria de Pesqueira para o mundo, tornando-se um patrimônio vivo e pulsante da cultura pernambucana. No Carnaval de 2025, com a homenagem a Juliano da Nova Arte, o bloco celebra, mais uma vez, sua força, sua história e o futuro promissor que se desenha no horizonte da cidade. Afinal, como se diz no Lira da Tarde: "a folia nunca vai acabar".
Sergio Amaral
Veja tudo sobre a lenda Sérgio Amaral
Veja reportagem sobre Sérgio Amaral publicada na data de sua morte.
Multi-instrumentista, artista de diversos ritmos, multipesqueirense. O ícone maior do Carnaval Pesqueirense.
PESQUEIRA (PE) – A morte da lenda viva do Carnaval de Pesqueira, do multicultural Sérgio Amaral, deu um nó na garganta.
De certa forma, muitos esperavam pelo pior, mas a perda de Sérgio Amaral, um dos maiores ícones de todos os tempos do Carnaval de Pesqueira, foi lamentada por todos.
Talentoso e versátil, o artista era um ícone da cultura pesqueirense e um dos maiores carnavalescos que a região já produziu. Sérgio gravou clássicos de Valdir Bananeira, de Cláudio Almeida e de vários compositores, além de músicas próprias. Em “Nordeste Noves-Fora Nada”, Sérgio deu um grito em nome do povo nordestino, um povo mega cultural que vive e sobrevive aos tempos.
Sérgio Amaral morreu na madrugada desta quinta-feira (15 de dezembro), aos 61 anos. Durante sua surpreendente estadia na terra, Antônio Sérgio Rodrigues Barbosa, que nasceu no dia 08 de agosto de 1961, passou pelos principais palcos artísticos do cenário musical e da vida.
Foi candidato a vereador, goleiro (isso mesmo, goleiro de futebol), estudou filosofia, ator, musicista, intérprete, cantor e compositor. No Lira da Tarde, fez história.
O multiartista estava internado desde o final de novembro no Hospital Oswaldo Cruz (Recife). Desde o início do mês, sua situação piorou. Sérgio estava na fila de transplante de fígado e testou positivo para a covid-19. O quadro clínico agravou-se após a COVID e teve sérias complicações respiratórias. Estava na UTI, mas sua luta terminou nesta quinta-feira.
SÉRGIO AMARAL | A VIDA E A OBRA
Sérgio Amaral participou de quase todos os movimentos culturais de Pesqueira. Percursor do verdadeiro carnaval-povão na cidade, lutou com unhas e dentes para manter viva a tradição do “Cachorro do Miúdo”, troça embrionária do gigante bloco Lira da Tarde.
Inteligente, bem-humorado e crítico, o artista fazia arte com os olhos e a mente voltados para o social. Certa vez, durante uma apresentação, em cima do trio elétrico, gritou na frente de um camarote dizendo que “O Carnaval é povo”, deixando políticos atônitos e admirados.
Sérgio era um amante da boa música e gostava da boemia. Benito de Paula, Tim Maia (Bons momentos eu passei – Lembra, Pio Bananeira?), Luiz Gonzaga, Alceu Valença. Canções consagradas viravam o mais belo som acústico para amigos sorverem drinks.
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